O preço do açaí voltou a subir na região Norte e muita gente já percebeu a diferença no bolso. Em várias cidades, principalmente no estado do Pará, o litro do açaí grosso já ultrapassa R$ 40 em alguns pontos de venda.
Um dos principais motivos para essa alta é a entressafra do açaí, período em que a produção do fruto diminui bastante. Essa fase normalmente acontece entre janeiro e junho, quando a quantidade de açaí colhida é muito menor em comparação ao restante do ano.
Com menos fruto chegando nas feiras, portos e amassadeiras, a oferta diminui e o preço acaba subindo naturalmente. Para quem consome açaí todos os dias — algo muito comum na região Norte — qualquer aumento já pesa no orçamento.
Outro fator que também influencia é o crescimento da demanda pelo açaí. Nos últimos anos, o fruto ganhou popularidade em todo o Brasil e também no exterior, sendo considerado um “superalimento”. Isso fez com que o consumo aumentasse e parte da produção fosse direcionada para outros mercados.
Questões relacionadas ao clima e à produção também podem impactar a quantidade de fruto disponível em determinadas épocas do ano, o que acaba refletindo no valor final para o consumidor.
Segundo especialistas do setor, a tendência é que os preços continuem mais altos durante a entressafra. A expectativa é de que os valores comecem a estabilizar quando a nova safra do açaí iniciar, por volta de julho, período em que a produção volta a crescer.
Mesmo com o preço mais alto, o açaí segue sendo um dos alimentos mais consumidos na região Norte. Para muitos moradores, ele faz parte da alimentação diária e da cultura local — seja acompanhado de farinha, peixe ou camarão.
Na prática, para quem vive na Amazônia, o açaí não é apenas um alimento: é parte da identidade da região.