Defesa de Hytalo Santos usa "Lei Felca" para anular condenação por pornografia com adolescentes; entenda o caso

Defesa de Hytalo Santos usa “Lei Felca” para anular condenação por pornografia com adolescentes; entenda o caso

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GERADO EM: 02/04/2026 - 09:05
Defesa de Hytalo Santos usa “Lei Felca” para anular condenação por pornografia com adolescentes; entenda o caso
Defesa de Hytalo Santos usa “Lei Felca” para anular condenação por pornografia com adolescentes; entenda o caso A defesa do influenciador Hytalo Santos entrou com um pedido na Justiça para tentar anular a condenação dele e do marido, Israel Vicente. O casal foi condenado pela produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes na internet. O argumento central da defesa é a aplicação da nova legislação conhecida como “ECA Digital”, popularmente chamada de “Lei Felca”, que entrou em vigor em...
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Defesa de Hytalo Santos usa “Lei Felca” para anular condenação por pornografia com adolescentes; entenda o caso A defesa do influenciador Hytalo Santos entrou com um pedido na Justiça para tentar anular a condenação dele e do marido, Israel Vicente. O casal foi condenado pela produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes na internet. O argumento central da defesa é a aplicação da nova legislação conhecida como “ECA Digital”, popularmente chamada de “Lei Felca”, que entrou em vigor em...

Defesa de Hytalo Santos alega “Lei Felca” para anular condenação por conteúdo com adolescentes

A defesa do influenciador Hytalo Santos entrou com um pedido na Justiça para tentar anular a condenação dele e do marido, Israel Vicente. O casal foi condenado pela produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes na internet.

O argumento central da defesa é a aplicação da nova legislação conhecida como “ECA Digital”, popularmente chamada de “Lei Felca”, que entrou em vigor em março deste ano. Segundo os advogados, a interpretação do crime foi ampliada na sentença original e a nova lei delimita melhor as condutas consideradas criminosas.

Conforme divulgado pelo g1 nesta quarta-feira (1º), o pedido judicial contesta a interpretação do juiz e busca beneficiar os réus com a retroatividade da lei, um princípio jurídico conhecido como “abolitio criminis”. Até o momento, não há prazo para que a Justiça analise o pedido.

Novas regras e a “Lei Felca”

A “Lei Felca”, sancionada em setembro de 2025, faz parte do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. A legislação ganhou notoriedade após um vídeo do influenciador Felca denunciar casos de adultização e expor supostas condutas de Hytalo Santos com menores, gerando grande repercussão.

Na petição, a defesa cita trechos da decisão judicial que, segundo eles, demonstram uma interpretação “aberta” do crime. Eles argumentam que o novo conjunto de regras, incluindo um decreto federal, torna mais clara a caracterização de conteúdo pornográfico.

O decreto federal, em vigor desde 17 de março, estabelece que a caracterização de conteúdo como pornográfico considerará “a finalidade, a funcionalidade ou o modelo de negócio que envolva a disponibilização de vídeo ou imagem sexualmente explícito ou a exibição de nudez com conotação ou finalidade sexual”, conforme cita a defesa.

Manifestação cultural e liberdade de expressão

Um outro ponto levantado pelos advogados é que o conteúdo produzido por Hytalo Santos e Israel Vicente nas redes sociais seria uma “manifestação cultural marginal, oriunda de movimentos periféricos, como é o BregaFunk”. A defesa busca enquadrar a produção audiovisual dentro de um contexto cultural específico.

Adicionalmente, a defesa invoca o princípio da liberdade de expressão, citando o decreto que, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, não considera pornográfico o conteúdo inserido em contexto de “reprodução de música ou de conteúdo em áudio”.

Histórico do caso e outras acusações

Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos em São Paulo em 15 de agosto do ano passado e, posteriormente, transferidos para o Presídio do Rôger, em João Pessoa, onde permanecem detidos preventivamente desde 28 de agosto.

Além da condenação na Justiça comum pela produção de conteúdo sexual envolvendo adolescentes, o casal também responde a um processo na Justiça do Trabalho. Neste caso, as acusações incluem tráfico de pessoas para exploração sexual e submissão de vítimas a condições análogas à escravidão.

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