Estratégia da Rainha Elizabeth II para lidar com o Príncipe Harry após saída da realeza: recusa em atender ligações sem testemunhas e comentários ácidos sobre sua nova vida nos EUA.
A falecida Rainha Elizabeth II, segundo o autor Hugo Vickers em seu livro “Queen Elizabeth II: A Personal History”, desenvolveu uma estratégia específica para lidar com o Príncipe Harry após sua decisão de se afastar de seus deveres reais em 2020. Essa abordagem foi marcada por uma crescente cautela e distanciamento, refletindo o profundo desconforto da monarca com as controvérsias geradas pelo neto e sua esposa, Meghan Markle.
As tensões se intensificaram significativamente após a chocante entrevista do casal à apresentadora Oprah Winfrey, onde acusações de racismo e outros ataques à família real foram feitas. Vickers descreve o sofrimento da Rainha nos últimos anos de sua vida como algo que “não pode ser subestimado”, evidenciando o impacto emocional dessas revelações.
Outro ponto de grande tensão foi o desenvolvimento da autobiografia “Spare” (O que sobra), que expôs detalhes íntimos da vida da realeza. Segundo relatos, as conversas entre Harry e sua avó tornaram-se mais frias, com a Rainha respondendo de forma monossilábica, limitando-se a “sim” e “não”. Conforme informações divulgadas pelo livro, a Rainha Elizabeth II buscou uma forma de proteção, mantendo sua dama de companhia presente em ligações com o neto para ter uma testemunha e um registro do que era dito, além de estar em alerta devido ao mag oamento causado pelos Sussex.
Recusa em ligações e o impacto da entrevista com Oprah Winfrey
A postura da Rainha Elizabeth II de recusar ligações do Príncipe Harry sem a presença de uma testemunha se intensificou após a saída do neto do posto de membro sênior da família real. Essa medida, segundo o autor, visava ter uma garantia de que haveria um registro do que era discutido, especialmente após a entrevista bombástica concedida pelo casal a Oprah Winfrey. As declarações feitas na ocasião, que incluíam acusações de racismo dentro da realeza, causaram um grande abalo na monarca.
A autobiografia “Spare” e conversas frias com a avó
O lançamento da autobiografia “Spare”, do Príncipe Harry, que detalha a vida íntima da família real, também contribuiu para o distanciamento. Fontes indicam que, mesmo antes de sua publicação, as conversas entre Harry e a Rainha se tornaram mais distantes e frias. Elizabeth II, segundo relatos, passou a responder de forma mais breve, com frequentes “sim” e “não”, demonstrando uma mudança na dinâmica de sua relação com o neto.
Evitando encontros e comentários ácidos sobre a vida nos EUA
A Rainha Elizabeth II também passou a evitar encontros a sós com o Príncipe Harry e Meghan Markle. Durante o Jubileu de Platina, em 2022, quando o casal apresentou a filha Lilibet à bisavó, a dama de companhia da Rainha esteve presente. Vickers relata que a monarca chegou a recusar a presença de um fotógrafo, temendo a divulgação indevida de imagens. Além disso, a Rainha teria feito comentários ácidos sobre a decisão de Harry de se mudar para os Estados Unidos, questionando o propósito de sua saída da realeza, como “E agora Harry desistiu de tudo, para quê? Para ser cuidador do Archie?”.
Aconselhamento pré-casamento e desaprovação do vestido de Meghan
O livro de Vickers também revela que, antes do casamento com Meghan Markle, a Rainha Elizabeth II teria aconselhado o neto a esperar antes de oficializar a união. Apesar do conselho, Harry seguiu com a cerimônia. Na ocasião, a monarca não teria aprovado o vestido da noiva, descrevendo-o como “branco demais e com ombros desajeitados”, e manteve uma postura mais distante durante o evento. Houve também relatos de tensão durante o período em que o casal viveu em Frogmore Cottage, com a Rainha repreendendo Meghan após queixas sobre sua conduta com um jardineiro.