Tony Marcos de Souza, um dos indiciados no caso da morte do cão Orelha, faleceu em Florianópolis. A família confirmou a morte do empresário de 52 anos, ocorrida na madrugada desta segunda-feira (13), em decorrência de um infarto. Informações sobre o velório e sepultamento não foram divulgadas.
O caso Orelha ganhou repercussão após o animal ser encontrado ferido em 4 de janeiro e precisar ser submetido à eutanásia no dia seguinte. A investigação inicial apontou um adolescente como suspeito de maus-tratos, mas desdobramentos levaram ao indiciamento de três adultos por suposta coação.
Tony Marcos de Souza era tio de um dos adolescentes investigados e, juntamente com os pais de outros jovens, teria coagido um vigilante. A coação, crime que visa interferir em processos judiciais através de ameaças ou agressões, passou a ser investigada em um inquérito criminal separado da esfera ambiental. A notícia da morte de Tony Marcos de Souza adiciona um novo capítulo ao complexo caso Orelha, gerando dúvidas sobre o andamento das investigações. Conforme informação divulgada pelo portal g1, a defesa de Tony confirmou o falecimento e a causa.
A **suposta coação** no caso Orelha teria ocorrido dias após os maus-tratos ao animal, envolvendo adultos ligados a adolescentes investigados. A vítima da coação seria um vigilante do prédio onde os jovens residem, na Praia Brava. Tony Marcos de Souza, de 52 anos, era tio de um dos adolescentes e, segundo a polícia, estaria envolvido na intimidação ao profissional.
A **Polícia Civil** informou, em 27 de janeiro, que o vigilante possuía uma foto que poderia auxiliar na investigação da morte de Orelha. Na época, ele chegou a ser afastado para sua segurança pessoal. Os outros dois adultos envolvidos na suposta coação são pais de adolescentes que também são investigados no caso.
A 32ª Promotoria de Justiça da Capital, especializada em Meio Ambiente, declinou da competência para investigar a coação, solicitando a redistribuição para uma Promotoria Criminal comum. Essa decisão fez com que o **indiciamento dos três adultos** ocorresse em paralelo à investigação principal sobre a morte do cão Orelha.
O promotor Fabiano Henrique Garcia, que atuava na área ambiental, analisou as provas reunidas, incluindo imagens de câmeras, vídeos, depoimentos e interrogatórios. Ele concluiu que os conflitos envolvendo os adultos surgiram após os maus-tratos ao animal e tiveram origem em **desentendimentos pessoais**, além da repercussão de conteúdos em redes sociais.
O cão Orelha, com cerca de 10 anos, era cuidado por moradores da região da Praia Brava. Seu resgate em estado grave ocorreu em 4 de janeiro, levando à **eutanásia** no dia seguinte. A denúncia desencadeou uma investigação que, além do caso de maus-tratos envolvendo um adolescente, resultou no indiciamento dos três adultos por coação.
Mesmo após a conclusão do inquérito, em 9 de abril, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou **novas diligências** à Polícia Civil. O órgão apontou lacunas e inconsistências no material coletado, indicando que o caso Orelha ainda segue sob apuração, com a morte de um dos indiciados adicionando uma nova camada de complexidade.