Roger Taylor, do Queen, lança novo álbum solo e reflete sobre o mundo atual e o futuro da banda
O lendário baterista do Queen, Roger Taylor, está de volta com seu sétimo álbum solo, intitulado Violence Insane In a Beautiful World. Lançado nesta sexta-feira (18), o trabalho de 10 faixas explora temas como a beleza do planeta e os desafios da atualidade, com uma forte mensagem de preservação e esperança em meio à violência global.
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Em entrevista exclusiva, Taylor, aos 77 anos, expressa sua preocupação com o estado do mundo, citando o aumento de guerras e mortes desnecessárias. Ele também não poupa críticas à política dos Estados Unidos, questionando o rumo que o país tem tomado. O álbum conta com participações especiais, como o Ndlovu Youth Choir da África do Sul.
O músico, conhecido por sua versatilidade, também compartilhou detalhes sobre os planos futuros do Queen, incluindo a exploração de novas tecnologias para apresentações e o lançamento de um novo filme concerto. As informações foram divulgadas por meio de comunicados à imprensa e entrevistas.
Um chamado à ação em “A Beautiful World”
A faixa de abertura, “A Beautiful World”, que dá nome ao álbum, é um hino à Terra, mas com um aviso claro: “não estraguem tudo”. Taylor descreve a canção como um lembrete simples, porém crucial, sobre a importância de cuidarmos do nosso planeta em tempos de conflito e destruição.
A mensagem de esperança se contrapõe à realidade sombria que ele percebe. “Estamos em um estado ruim na maior parte do mundo no momento, mais guerras, mais mortes desnecessárias e violência insana”, lamenta o músico, que expressa seu temor pelo futuro deixado para as próximas gerações, mas mantém a esperança de melhora.
Críticas diretas e colaborações inesperadas
O álbum também apresenta a música “Spit In His Eye”, um hino à resiliência com o refrão “você nunca pode se render”. Já a faixa “Chump” é uma crítica direta, segundo Taylor, a um ex-presidente dos Estados Unidos. “Eu odeio interferir na política de outros países, mas… uau! Sem ser muito rude, o que está acontecendo com a América?”, questiona ele.
Para dar ainda mais peso às canções “A Beautiful World” e sua reprise “A Great Big Beautiful World”, Taylor convidou o Ndlovu Youth Choir. Ele ficou impressionado com um vídeo do coral interpretando “Bohemian Rhapsody” em Zulu e decidiu que seria uma adição perfeita ao seu trabalho. A colaboração se estendeu também para a animada “Come On Summer (It’s Party Time)”.
Ecletismo musical e o futuro do Queen
Violence Insane In a Beautiful World transita por diversos estilos musicais, desde baladas românticas como “I See You Now” até uma releitura de “Jealous Guy” de John Lennon. Taylor, que tocou todos os instrumentos no álbum, defende a diversidade musical: “Se eu fizesse um único estilo de música o tempo todo, acho que ficaria mortalmente entediado.”
O músico também revelou que ele e Brian May estão explorando novas tecnologias para o futuro do Queen. Inspirados por projetos como o ABBA Voyage e a Sphere em Las Vegas, eles cogitam apresentar shows inovadores, possivelmente sem a necessidade de apresentações ao vivo tradicionais. “Estamos apenas trocando ideias no momento”, afirma Taylor.
Lançamento de “Queen Budapest” e a paixão pela música
Enquanto isso, os fãs podem esperar o lançamento do filme concerto “Queen Budapest” nos cinemas em 7 de outubro, que documenta a histórica apresentação da banda na Hungria em 1986, a última filmada com Freddie Mercury. O material também será lançado em formatos físicos e como álbum ao vivo.
Aos 77 anos, Roger Taylor não pensa em aposentadoria. “A ideia de me aposentar e não fazer nada é um anátema para mim. Gosto de pensar que sou um pouco relevante, de uma forma minúscula.” Sua paixão pela música e pela criação continua a impulsioná-lo, mantendo-o ativo e produtivo na indústria criativa.
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