Ministério Público de SP requisita investigação contra Ratinho por fala homofóbica
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou à Delegacia Seccional de Polícia de Osasco a instauração de um inquérito policial contra o apresentador Carlos Massa, conhecido como Ratinho. A investigação visa apurar uma declaração feita por ele em seu programa no SBT, que foi considerada homofóbica por ativistas e políticos.
Continua depois da publicidade
A medida atende a uma denúncia apresentada pelo deputado estadual suplente e ativista dos direitos LGBTQIA+, Agripino Magalhães (PSOL-SP). O episódio em questão ocorreu no início de agosto, durante o “Programa do Ratinho”, quando o apresentador comentou o novo visual do cantor Tiago Piquilo.
Conforme informações divulgadas pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Ratinho disse ao cantor: “Você pintou o cabelo? Meu Deus… Você tá com uma cara de viado”. A declaração gerou forte repercussão e críticas nas redes sociais.
Defesa e contestação da fala
Após as críticas, Ratinho se pronunciou, afirmando que a declaração teve o caráter de brincadeira e que não teve a intenção de desrespeitar ninguém. Ele destacou que “faz 28 anos que eu brinco na televisão, nunca desrespeitei uma pessoa sequer”.
No entanto, a justificativa foi contestada por Agripino Magalhães. O deputado rebateu, afirmando que “esse tipo de fala não é brincadeira. É preconceito, constrangimento público e reforço da violência simbólica contra a população LGBTQIAPN+”. Esta é a quarta denúncia apresentada pelo político contra Ratinho por declarações direcionadas à comunidade LGBT+.
Posição do SBT e próximas etapas
A repercussão do episódio também levou a presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti, a se manifestar em defesa do apresentador. Na ocasião, ela ressaltou que Ratinho pertence a uma geração diferente e que a emissora mantém uma postura de acolhimento à comunidade LGBTQIAPN+.
“Para o SBT, todos são aceitos e bem-vindos. Os LGBTs fazem parte da nossa história, sempre tiveram espaço em nossos palcos. Somos iguais, independente de qualquer coisa”, declarou Beyruti na época. Agora, com a requisição do Ministério Público, o caso será apurado pela Polícia Civil.
Continua depois da publicidade