Operação em Guarulhos expõe quadrilha de tráfico internacional de cocaína que usava funcionários
Um incidente em que a etiqueta de uma bagagem foi trocada por uma funcionária no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, foi o estopim para uma grande operação da Polícia Federal e da Polícia Militar. A ação desvendou uma sofisticada quadrilha de tráfico internacional de cocaína que atuava na área restrita do maior aeroporto do país. A passageira, que teve sua mala alvo do esquema, foi interrogada, mas liberada por não ter envolvimento com a droga, conforme apurado pela PF.
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O plano criminoso foi descoberto por outro trabalhador do aeroporto, que desconfiou do peso da mala despachada para a Alemanha. Ao ser verificada, a bagagem continha 27 kg de cocaína. A funcionária envolvida na troca da etiqueta já havia sido presa anteriormente, e informações de seu celular foram cruciais para mapear a organização e deflagrar a operação nesta quarta-feira (7).
A ação resultou em mandados de prisão e busca em São Paulo e Minas Gerais. A quadrilha, que utilizava funcionários credenciados para acessar áreas restritas, diversificou suas rotas e métodos, incluindo a entrega de drogas por buracos na cerca do aeroporto. A investigação da PF já durava desde 2025, com flagrantes anteriores de funcionários desviando drogas para voos internacionais.
Esquema criminoso na área restrita
A quadrilha se valia de funcionários com credencial para circular nas áreas internas do aeroporto. Estes indivíduos, pertencentes a diferentes empresas prestadoras de serviço, facilitavam o acesso à área restrita para a movimentação das drogas.
Táticas diversificadas de tráfico
Além da troca de etiquetas de passageiros inocentes, o grupo utilizava a cerca do aeroporto como rota alternativa. Traficantes do lado de fora entregavam a droga por um buraco na grade, e um funcionário interno a recolhia, utilizando um operador de trator para levá-la diretamente ao porão das aeronaves.
Investigação e prisões
A Polícia Federal vinha investigando a organização desde 2025, já tendo flagrado um funcionário colocando cocaína em um voo para a África do Sul e prendido Renato Machado, apontado como chefe do grupo. A operação desta quarta-feira cumpriu 21 mandados de prisão e 29 de busca, resultando na detenção de doze suspeitos até o momento.
Alerta aos passageiros
Diante da fragilidade identificada na área de bagagens, a PF emitiu um alerta aos passageiros. É fundamental manter vigilância sobre as próprias malas, evitar que terceiros tenham contato com elas e guardar todos os comprovantes de despacho e peso. A concessionária do aeroporto afirmou estar colaborando com as investigações, disponibilizando imagens e infraestrutura às autoridades.
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