Tragédia em Ribeirão Preto: Gêmeas unidas pela cabeça morrem em cirurgia final
As gêmeas Heloísa e Helena, que nasceram unidas pela cabeça, faleceram na noite de sábado (15) durante a quinta e última etapa de sua cirurgia de separação. O procedimento, realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, durou cerca de 15 horas e envolveu uma equipe com mais de 50 profissionais. As causas exatas do óbito ainda não foram divulgadas pela unidade de saúde.
Continua depois da publicidade
O Hospital das Clínicas confirmou a informação em comunicado, expressando pesar pelo desfecho trágico. Heloísa e Helena, naturais de São José dos Campos, estavam em processo de separação desde agosto de 2025, quando o planejamento para o complexo procedimento teve início. A estratégia de dividir a cirurgia em etapas foi adotada para minimizar os riscos.
Desde o início do tratamento, a família acompanhava de perto as etapas. O pai das meninas, Amarildo Batista da Silva, expressava o desejo de vê-las separadas e interagindo de novas formas. A equipe médica já havia ressaltado que, mesmo após a separação, as crianças precisariam de um longo período de adaptação e reabilitação.
Um processo cirúrgico em cinco etapas
O planejamento para a separação de Heloísa e Helena se estendeu por mais de um ano e incluiu exames detalhados como tomografias, ressonâncias magnéticas, projeções em realidade virtual e modelos 3D. As cinco etapas foram cuidadosamente planejadas para preparar as estruturas compartilhadas pelas irmãs.
Avanços e desafios nas cirurgias anteriores
A primeira cirurgia ocorreu em agosto de 2025, com cerca de 50 profissionais, e concluiu aproximadamente 25% da separação. Em novembro do mesmo ano, a segunda etapa durou dez horas e as meninas receberam alta 19 dias depois. Em fevereiro de 2026, a terceira cirurgia, de sete horas, alcançou cerca de 75% da divisão do cérebro e vasos sanguíneos compartilhados.
Preparação para a etapa definitiva
A penúltima cirurgia, realizada em março de 2026, teve como foco a instalação de bolsas expansoras. Esse procedimento era crucial para aumentar a quantidade de pele na cabeça das meninas, necessária para fechar os crânios após a separação definitiva. Conforme explicado pelos médicos, os expansores eram preenchidos gradualmente com soro fisiológico para preparar a pele.
Apesar de todo o preparo e do sucesso das etapas anteriores, a cirurgia final resultou na perda das gêmeas, um desfecho que entristece a equipe médica e a família. A comunidade médica e a família aguardavam ansiosamente pelo sucesso completo do procedimento.
Continua depois da publicidade