Miss Brasil questiona destituição após gravidez e alega falta de cláusula contratual
Lara Marina Soares Tosta, de 20 anos, que perdeu o título de Miss Brasil Supranational 2026 após a descoberta de uma gravidez, declarou que não sabe qual cláusula contratual teria descumprido para ser destituída. Em entrevista ao portal Leo Dias, a modelo afirmou que nem ela nem sua família encontraram no contrato nenhuma regra que proibisse expressamente uma gestação durante o período de seu reinado. O Concurso Nacional de Beleza (CNB) comunicou que a decisão ocorreu por descumprimento de obrigações contratuais incompatíveis com a manutenção do título.
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A modelo explicou que assinou o contrato antes de descobrir a gestação e que, na época, não estava grávida. Segundo Lara, ela questionou o CNB sobre a obrigação contratual não cumprida, mas não obteve uma resposta clara. A organização, por sua vez, emitiu uma nota informando que a destituição foi resultado de uma análise interna em conformidade com o regulamento e o contrato firmado.
Lara detalhou que foi procurada pela organização cerca de uma semana após retornar da Polônia, onde disputou o Miss Supranational 2026. Ela relatou que, após enviar exames que confirmavam a gravidez, foi informada sobre a decisão de ser destronada, alegando a organização questões contratuais. A modelo também compartilhou que não suspeitava da gravidez durante o concurso internacional, pois estava focada no objetivo.
Contestação das regras e defesa do poder feminino
Questionada se uma mulher deveria perder um título de beleza por engravidar em 2026, Lara afirmou que acredita que não. Para ela, em pleno século 21, a gravidez não deve invalidar o poder feminino e, sim, ser algo que emancipe e eleve a mulher. Ela citou exemplos de mães que participam ativamente de concursos e gerenciam suas vidas com filhos.
Expectativas frustradas após representação internacional
Lara reiterou que esperava uma condução diferente por parte do CNB, especialmente após sua participação no concurso internacional, onde o Brasil alcançou um top-3. Ela expressou que, apesar de respeitar a decisão, sentiu-se chateada, pois dedicou muito trabalho para conquistar o título.
Posicionamento do Concurso Nacional de Beleza
Em nota oficial, o CNB informou que a destituição de Lara Marina ocorreu após uma análise interna e em conformidade com o regulamento e o contrato. A organização pontuou que a decisão decorre do descumprimento de obrigações contratuais incompatíveis com a manutenção do título, sem especificar qual seria a cláusula violada.
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