CNB detalha motivos da perda de título e apresenta evidências contra Miss Brasil
O Concurso Nacional de Beleza (CNB) veio a público para apresentar sua versão dos fatos sobre a perda do título de Miss Brasil por Lara Marina Soares Tosta. A organização divulgou contratos, laudos médicos e áudios que, segundo o CNB, demonstram que Lara já estava ciente de sua gravidez antes de embarcar para a Polônia, onde disputou o Miss Supranational. A entidade alega que a modelo omitiu a informação e que houve quebra de cláusulas contratuais.
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Lara representou o Brasil no concurso internacional, conquistando o terceiro lugar. Ela partiu para a Polônia em 13 de julho e retornou em agosto. Conforme o CNB, a comunicação da gravidez à organização ocorreu apenas mais de dez dias após o retorno. A entidade sustenta que a decisão de retirar o título da miss se baseia em uma série de descumprimentos contratuais.
Entre as provas apresentadas está um laudo de ultrassom datado de 19 de agosto, que, segundo o CNB, indica que Lara já estava com sete semanas e um dia de gestação em um exame realizado em 22 de abril. A organização reforça que a gravidez já era conhecida pela candidata em datas anteriores à competição internacional. Conforme informação divulgada pelo CNB.
Contrato proíbe participação de gestantes
O CNB destacou trechos do contrato assinado com Lara Marina Soares Tosta, que, de acordo com a organização, explicitamente proibia a participação de candidatas grávidas. A regra, segundo a entidade, era aplicada a todas as concorrentes, visando garantir a segurança e o bem-estar durante as intensas exigências de um concurso internacional.
A organização argumentou que competições de beleza demandam viagens, ensaios, deslocamentos e uma rotina física exaustiva. Sintomas da gravidez poderiam comprometer a saúde da mãe e do bebê, além de afetar o desempenho da candidata. O CNB ressaltou que a regra não é um julgamento sobre a maternidade, mas uma medida de segurança.
O comunicado do CNB também mencionou que, caso uma candidata não pudesse cumprir suas obrigações, deveria formalizar a renúncia ao título com antecedência de até 90 dias. Essa cláusula visa garantir a isonomia e a organização do certame.
Justificativas e trocas de looks sob questionamento
O CNB levantou questionamentos sobre as justificativas apresentadas por Lara para faltar a compromissos e para alterar trajes durante o concurso. Segundo a organização, a modelo teria alegado estar doente, citando dengue em uma ocasião, e, na Polônia, optou por usar um maiô em vez de um biquíni durante uma etapa da competição.
Em um áudio divulgado pelo CNB, Lara explicou que se sentiu mais confortável com o maiô devido a dificuldades em ir ao banheiro e desconforto com o biquíni. Ela mencionou também preocupações com a imagem e pedidos da organização para cobrir certas partes do corpo. A troca de peças, não autorizada previamente pela coordenação, é vista pelo CNB como uma quebra contratual.
Organização nega punição pela gravidez, mas foca em descumprimento contratual
Em nota oficial, o CNB reiterou que a perda do título não foi uma punição pela gravidez em si. A organização enfatizou que a decisão se baseia no descumprimento de compromissos contratuais e na omissão da informação sobre a gestação, que já era de conhecimento da candidata antes da viagem internacional. O CNB afirmou que seguirá pautado pelos registros e regras estabelecidas.
A entidade concluiu declarando seu respeito pela mulher e pela maternidade, mas também a necessidade de preservar a isonomia, as regras e a segurança de todas as participantes. O CNB reafirmou seu compromisso em zelar pelo bem-estar das candidatas em todas as etapas do concurso, mantendo a integridade e a justiça da competição.
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