Claudia Ohana abre as portas para o retorno de Natasha, icônica vampira de “Vamp”
Aos 63 anos, Claudia Ohana demonstra um forte desejo de revisitar um de seus papéis mais emblemáticos: Natasha, a roqueira vampira da novela “Vamp”, exibida em 1991. A atriz revelou em entrevista ao jornal O Globo que estaria disposta a trazer a personagem de volta às telas, desde que ela seja apresentada como uma “nova mulher, do seu tempo, mais velha e menos ingênua”.
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A possibilidade de um reencontro com Natasha não é apenas um desejo de Ohana. Ela confirmou que Antônio Calmon, autor da novela original, tem mantido conversas sobre a ideia, mais de três décadas após o sucesso da trama. “Seria incrível reviver ela”, declarou a atriz, demonstrando entusiasmo com a perspectiva.
Natasha marcou a carreira de Claudia Ohana em 1991 e sua influência se estendeu para além da novela. A personagem, junto com o Conde Vlad (interpretado por Ney Latorraca), ganhou vida nos palcos em “Vamp — O Musical” em 2017. Mais recentemente, Ohana revisitou a vampira em uma campanha publicitária e fez uma participação especial em “Êta Mundo Melhor!”.
A maturidade de Natasha e os desafios do envelhecimento feminino
A ideia de uma Natasha mais madura se alinha com a visão de Claudia Ohana sobre o próprio envelhecimento. A atriz criticou a pressão social sobre mulheres que envelhecem e a forma como a mídia frequentemente foca em questões como sexo e aposentadoria após os 60 anos.
“Envelhecer numa sociedade que cultua a juventude é muito difícil”, afirmou. Ohana relembrou as perguntas que passou a receber após completar 60 anos, questionando a mudança abrupta de percepção. “Eu pensei: ‘Nossa, então ontem eu tinha 59 e estava tudo bem. Agora que fiz 60 tenho que mudar tudo?'”, refletiu, ressaltando que a mulher de 60 anos continua “viva, bonita e na ativa”.
Liberdade conquistada com a experiência
A maturidade, segundo Claudia Ohana, trouxe uma nova liberdade, diferente daquela da juventude. Ela descreve um período em que o medo de perder conquistas profissionais e pessoais a assombrava. Com o tempo e a experiência, essa apreensão diminuiu, permitindo que ela tome decisões com menos receio.
“Depois de uma fase, quando fica realmente madura, você volta a não ter medo. Isso é muito, muito bom. Você sabe muito mais o que quer. E não há pressa, porque a gente sabe que o mundo gira, que as coisas acontecem”, explicou a atriz.
Novos projetos e explorações artísticas
Claudia Ohana continua explorando personagens desafiadores. No cinema, ela gravou “A Grande Virada”, interpretando uma dominatrix, um universo até então desconhecido para ela. A atriz se sentiu confortável no papel, vendo conexões com a força de Natasha.
Nos palcos, ela está em cartaz no Rio de Janeiro com “Festa no Arraial, o Musical”, onde vive uma vilã cômica. Ohana também tem planos futuros, incluindo projetos inspirados em clássicos de Tennessee Williams e Shakespeare, como “Um bonde chamado desejo” e “A megera domada”.
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