Juiz autoriza Sean “Diddy” Combs a continuar ação de difamação contra NewsNation e advogada por alegações de drogas em óleo de bebê.
Um juiz federal determinou que Sean “Diddy” Combs pode prosseguir com seu processo de difamação de US$ 100 milhões contra a NewsNation e a advogada Ariel Mitchell. A ação alega que uma transmissão da emissora sugeriu que o artista teria utilizado óleo de bebê misturado com drogas para incapacitar vítimas de assédio sexual.
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A decisão, obtida pelo Billboard, rejeita os pedidos de ambas as partes para arquivar o caso sumariamente. Apenas Mitchell e a NewsNation estavam no alvo de Combs, enquanto um terceiro réu, Courtney Burgess, enfrenta um julgamento à revelia por não ter respondido às acusações.
A polêmica surgiu após entrevistas de Mitchell e Burgess na NewsNation, onde a advogada afirmou ter realizado “pesquisas” indicando que o óleo de bebê poderia ser usado para administrar drogas em vítimas, diminuindo suas defesas. Combs contesta veementemente essas alegações, classificando-as como cientificamente infundadas e difamatórias.
Base para a Difamação
O juiz John P. Cronan considerou que há base suficiente para a alegação de difamação. Em sua ordem, o juiz escreveu que é **plausível que qualquer pessoa que ouvisse tal alegação duvidasse seriamente de sua precisão**.
A alegação central do processo de Combs refere-se a um indiciamento de 2024, onde se mencionou que o fundador da Bad Boy Records mantinha “mais de 1.000 frascos de óleo de bebê” em sua residência para eventos. Essa informação rapidamente se tornou um ponto focal do caso.
Alegações sobre Gravações de Assédio
O juiz também permitiu que Combs continue processando Mitchell por declarações feitas durante as entrevistas na NewsNation, nas quais ela alegou que Burgess tinha acesso a gravações de vídeo de Combs envolvido em assédio sexual. Combs nega categoricamente essas acusações.
No entanto, a NewsNation foi isenta de responsabilidade pelas declarações de Mitchell. O juiz Cronan explicou que a emissora apresentou as alegações de Burgess como exatamente o que eram: **alegações, e não fatos comprovados**.
O juiz destacou que o apresentador da NewsNation lembrou aos telespectadores que Combs “não foi condenado por nenhum crime” e que “tudo contra ele são alegações até que seja provado em tribunal”. Essa contextualização, segundo o juiz, protege a emissora de ser responsabilizada pelas declarações de seus convidados.
Próximos Passos no Processo
Esta decisão representa um avanço procedural, permitindo que Combs avance na **coleta de provas através do processo de descoberta** contra Mitchell. A NewsNation, por sua vez, não será obrigada a fornecer essa mesma cooperação.
A decisão não é uma resolução final sobre os méritos do caso, mas abre caminho para que as partes se preparem para um possível julgamento, a menos que um acordo seja alcançado. A equipe de Combs, NewsNation e Mitchell não comentou imediatamente a decisão.
Este caso difere de um processo anterior de Combs contra a NBCUniversal, onde suas alegações sobre o documentário “The Making of a Bad Boy” foram rejeitadas por um juiz por cumprir padrões jornalísticos. Combs está apelando dessa decisão.
Atualmente, Sean Combs cumpre pena de prisão por prostituição ilegal, após ter sido absolvido de acusações mais graves relacionadas a suposta operação de extorsão e tráfico sexual em seus eventos. Sua liberação está prevista para o início de 2028.
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