PF confirma que irmãos desaparecidos em Bacabal não estão entre crianças resgatadas nos EUA
A Polícia Federal (PF) informou nesta quinta-feira (10) que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, não estão entre as 163 crianças resgatadas durante uma operação contra crimes envolvendo menores nos Estados Unidos. A confirmação veio após a mãe dos irmãos procurar a corporação ao reconhecer semelhanças entre Allan e uma das crianças encontradas na ação. Apesar de a possibilidade ter sido descartada, a PF declarou que solicitará a inclusão dos dois irmãos na lista da Interpol para ampliar a divulgação e auxiliar na localização.
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A operação que chamou a atenção da família brasileira ocorreu na Flórida e recebeu o nome de ‘Statewide Shield’ (Escudo Estadual). A ação reuniu diferentes agências e resultou no resgate de 163 crianças, vítimas de abuso, negligência e exploração. Segundo o Departamento de Polícia da Flórida, foi a maior operação desse tipo já realizada no estado. Três pessoas foram presas.
O desaparecimento de Ágatha e Allan ocorreu em 4 de janeiro, quando saíram para brincar em uma área rural de Bacabal, no Maranhão, na companhia do primo Anderson Kauã, de 8 anos. Anderson foi encontrado com vida três dias depois, mas Ágatha e Allan continuam desaparecidos, apesar das buscas intensas realizadas desde então, com a participação de forças de segurança, voluntários e cães farejadores.
Procedimento de inclusão na Interpol
A PF explicou como funciona o procedimento para a inclusão na Difusão Amarela, mecanismo utilizado para ajudar na localização de pessoas desaparecidas. Após o encaminhamento pela autoridade policial competente, cabe à própria Interpol analisar as informações e decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países membros da organização. O objetivo é dar mais visibilidade ao caso e aumentar as chances de encontrar os irmãos.
Buscas continuam no Maranhão
As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael prosseguem em Bacabal, no Maranhão. A família, desolada, mantém a esperança de encontrá-los. A Polícia Federal reitera o compromisso em auxiliar na investigação e na localização das crianças, mesmo após o descarte da conexão com o caso nos Estados Unidos. A inclusão na lista da Interpol é vista como um passo importante para expandir os esforços de busca.
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