Lissa Martins fala abertamente sobre o processo de luto após um ano da morte de JP Mantovani
Um ano após a trágica morte de JP Mantovani, Lissa Martins, ex-integrante do Rouge, abriu o coração em uma entrevista ao gshow para falar sobre como tem lidado com o luto. A cantora e atriz revelou que ainda vivencia altos e baixos, alternando dias em que consegue aceitar a realidade da perda com outros em que sente como se o influenciador estivesse apenas ausente temporariamente.
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“Ainda tenho a sensação de que não aconteceu. Sinto que ele foi trabalhar, viajar, me pego muitas vezes em momentos assim, até que vem a realidade de que ele não vai mais voltar”, desabafou Lissa, descrevendo o processo como um “looping”. A artista enfatizou que a dimensão da perda demorou meses para ser totalmente assimilada, afirmando que “só depois de seis meses que começou a cair a ficha”.
Lissa Martins compartilhou que, no início, chegou a se cobrar por acreditar que haveria um prazo para superar a dor. “O luto não é uma receita de bolo, é um dia de cada vez. Cheguei à conclusão de que a melhor coisa é partilhar, porque o luto não é linear”, refletiu. Conforme informação divulgada pelo gshow.
O luto como um ciclo e a importância da partilha
A cantora comparou o processo de luto a um ciclo, onde é comum sentir melhora em determinados momentos e, logo em seguida, reviver sentimentos que pareciam superados. “Um dia você está bem, no outro dia você fala: ‘Nossa, acho que a dor está dando certo, estou superando’. E aí vai achar que está voltando para trás”, explicou.
Lissa encontrou na troca de experiências uma forma de acolher outras pessoas que passam por situações semelhantes. “Talvez, vendo o depoimento meu, você fique: ‘Tudo bem, é assim, faz parte do processo'”. Ela ressalta que compreender que o luto não segue uma ordem estabelecida ajuda a diminuir a autocrítica durante esse período desafiador.
Rede de apoio e a força para seguir em frente
A rede de apoio se tornou um pilar fundamental para Lissa. Ela destacou a importância de ter pessoas com quem contar em um momento tão delicado. “É essencial ter ajuda. É um momento delicado e é muito difícil passar por isso sozinha”, declarou.
Além de lidar com sua própria dor, Lissa tem acolhido a filha Antonella, de 9 anos, fruto de seu relacionamento com JP. A cantora procura ser transparente sobre suas emoções com a menina e trabalha na terapia a possibilidade de se mostrar vulnerável, incentivando a filha a expressar seus sentimentos livremente.
Lembranças de JP Mantovani inspiram Lissa a seguir adiante
Lissa e JP oficializaram a união civil em junho de 2025, apenas três meses antes do trágico acidente. A cantora busca forças nas lembranças da personalidade vibrante do marido para continuar. “Ele era muito para cima. Penso muito nele, que gostaria de me ver seguindo. Isso tudo me motiva”, contou.
“Às vezes, eu me pego borocoxô e acredito que, se ele pudesse dizer alguma coisa, seria: ‘Erga a cabeça, segue, vai’. Então, quero viver, honrá-lo e proporcionar à nossa filha o que ele gostaria de fazer também”, completou, demonstrando o desejo de honrar a memória de JP e construir um futuro para a filha.
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