Miss Jamaica entra na Justiça contra Miss Universo por queda no palco
Quase um ano após sofrer uma grave queda durante o Miss Universo 2025, Gabrielle Henry, representante da Jamaica, entrou com uma ação judicial contra a Miss Universe Organization e empresas ligadas à entidade. O processo, protocolado nos Estados Unidos, alega negligência e falhas de segurança no palco, buscando indenização por danos médicos, perda de capacidade de trabalho e oportunidades profissionais.
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O acidente ocorreu em novembro de 2025, durante a etapa preliminar do concurso, na Tailândia. Segundo Gabrielle, ela caiu em uma abertura do palco que estava sem sinalização e descoberta. A estrutura continha equipamentos de iluminação e concreto, e a iluminação intensa prejudicava sua visibilidade. O processo aponta que outras candidatas já haviam expressado preocupações com as condições do palco.
A queda, de aproximadamente 1,5 metro, resultou em perda de consciência, traumatismo craniano, hemorragias intracranianas, fratura e lacerações no rosto. Na época, a Organização Miss Universo informou que a modelo foi internada em estado crítico e que cobriria todas as despesas médicas e de reabilitação, além do translado para a Jamaica.
Sequelas e impacto na carreira
Apesar do tratamento, Gabrielle continua a apresentar sintomas neurológicos e cognitivos que exigem acompanhamento contínuo. Como médica oftalmologista, ela não conseguiu retomar sua residência médica devido às sequelas do acidente, o que afetou sua capacidade profissional e perspectivas de carreira. Por isso, busca reparação por perdas financeiras e de oportunidades de trabalho.
Organização contesta responsabilidade
A Miss Universe Organization declarou que ainda não foi notificada oficialmente sobre o processo. A entidade contesta a responsabilidade pela estrutura do palco, afirmando que a produção do evento na Tailândia, incluindo o local e a segurança, era de responsabilidade das entidades anfitriãs e de produção, como a Miss Grand International (MGI) e o Miss Universe Thailand.
A MGI, por sua vez, apresentou uma versão diferente, sugerindo que Gabrielle poderia ter perdido a marcação de sua posição durante o desfile. No entanto, a entidade negou ter culpado a jamaicana pelo ocorrido.
Miss Jamaica se pronuncia sobre a recuperação
Em fevereiro, Gabrielle compartilhou sua jornada de recuperação, destacando a força encontrada para seguir em frente. Ela expressou gratidão aos profissionais de saúde que a auxiliaram em sua recuperação, tanto na Tailândia quanto na Jamaica, ressaltando a importância do apoio recebido em um momento de vulnerabilidade.
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