Família de Isabelle Caracristi exige respostas e critica conclusão de queda voluntária
A família de Isabelle Caracristi, estudante de 22 anos que morreu em setembro em Fortaleza, manifestou indignação e cobrou “respostas claras” do Estado após a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) concluir que a jovem teve uma queda “voluntária” do rooftop de um prédio. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (23), os familiares reiteraram que “ainda faltam muitas respostas” e que a memória de Isabelle “merece respeito”.
Continua depois da publicidade
A declaração surge em meio à divulgação do laudo da Pefoce, que, com base em imagens de monitoramento, apontou que Isabelle se precipitou voluntariamente do local. Apesar dessa conclusão sobre a dinâmica da queda, a investigação policial continua em andamento para apurar as circunstâncias do caso e a possibilidade de envolvimento de terceiros. A família expressou “dor” e “indignação” diante do desenrolar das apurações.
“As lacunas que persistem no Caso Isabelle Caracristi não são meras formalidades, são feridas abertas que alimentam a dor de quem chora e a indignação de todos nós. Cada dia sem respostas claras é uma violência continuada”, declarou a família, que considera a conclusão pericial “uma afronta à memória da vítima e um desrespeito ao direito fundamental à elucidação cabal dos fatos”. Conforme divulgado pela Pefoce e pela Polícia Civil do Ceará (PCCE).
Investigação apura possível relação abusiva
Isabelle Caracristi estava em um relacionamento com João Munhoz Neto desde julho, e passou a morar com ele, sua mãe e irmão em agosto. Nas semanas que antecederam sua morte, a estudante relatou a amigos e familiares ter sofrido abusos por parte do namorado. Duas horas antes da queda, Isabelle enviou um áudio ao primo detalhando uma discussão, afirmando ter sido ameaçada e declarando que, caso algo lhe acontecesse, o companheiro seria o responsável.
Namorado preso e investigado
João Munhoz Neto foi preso preventivamente na terça-feira (22) e é investigado por possíveis crimes como induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, violência psicológica e obstrução da Justiça. Ele foi transferido para a Unidade Prisional de Triagem e Observação Criminológica (UP-TOC), em Aquiraz, após audiência de custódia. A família de Isabelle reforça que a busca pela verdade é um “dever do Estado” e um “direito inalienável da família”.
Continua depois da publicidade