Disputa pelo espólio de Chadwick Boseman expõe tensões familiares e questionamentos sobre tratamento médico
A administração do espólio de Chadwick Boseman, astro de “Pantera Negra”, tornou-se palco de intensos atritos entre sua viúva, Taylor Simone Ledward, e os irmãos do ator, Derrick e Kevin Boseman. A disputa, que se intensificou poucas semanas após a morte de Boseman em agosto de 2020, envolve alegações de manobras para prejudicar a imagem da viúva e questionamentos sobre o tratamento médico recebido pelo ator. O caso revela as complexidades e as dores que a gestão de bens de uma figura pública pode acarretar.
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Taylor Simone Ledward reagiu veementemente à tentativa dos irmãos de Chadwick de removê-la da administração dos bens, classificando a iniciativa como uma “manobra de relações públicas”. Ela alega ter cumprido suas obrigações desde que assumiu a função e demonstra ter realizado repasses significativos para os pais do ator, além de ter destinado recursos próprios para os sobrinhos de Chadwick, em cumprimento ao que acredita serem os desejos do falecido marido. Conforme informação divulgada pelo TMZ.
A viúva também expressou oposição à indicação de um advogado específico para substituí-la, citando a existência de “alegações graves” contra o profissional em outros processos. Ela defende que tais acusações sejam consideradas e investigadas antes de qualquer nomeação. As trocas de correspondências entre os representantes legais das partes desde 2020 indicam um tom cada vez mais conflituoso, com a família do ator solicitando acesso a prontuários médicos e informações financeiras para garantir que a vontade de Boseman fosse cumprida.
Levantamento de dúvidas sobre tratamento médico
Em agosto de 2021, os irmãos de Chadwick Boseman voltaram a questionar a viúva, focando nos registros médicos do ator. O pedido, segundo eles, estava relacionado às circunstâncias em que Boseman foi encontrado no dia de sua morte. A família também manifestou interesse na realização de uma autópsia, à qual Simone teria inicialmente resistido, considerando que o corpo do marido já havia passado por sofrimento suficiente.
Autópsia e a presença de opioide levantam preocupações
Uma autópsia realizada em setembro de 2020 apresentou resultados que, na avaliação dos familiares, geraram dúvidas sobre o tratamento médico administrado a Chadwick Boseman. A correspondência obtida pelo TMZ cita especificamente a presença de hidromorfona, um potente opioide, no organismo do ator. A concentração encontrada foi classificada como “extremamente preocupante” pelos familiares, que buscavam entender melhor as circunstâncias da morte.
Busca por orientações sobre o patrimônio
Paralelamente às questões médicas, os irmãos de Chadwick Boseman também buscavam por possíveis gravações deixadas pelo ator com orientações sobre seu patrimônio. Havia a crença na existência de um registro onde Boseman teria manifestado o desejo de que 90% dos valores residuais de seus filmes fossem divididos igualmente entre seus pais e irmãos. A família ressaltou que sua “única esperança neste caso é cumprir a verdadeira intenção de Chad”.
Viúva critica “tom agressivo” da família
A defesa de Taylor Simone Ledward reagiu ao que chamou de “tom repentinamente equivocado e agressivo” da correspondência da família. O advogado da viúva criticou a postura, afirmando que ela exigia uma “postura completamente diferente”. Segundo a defesa, Simone vinha tentando compartilhar informações e incluir a família em projetos para preservar o legado de Chadwick, mas a abordagem adotada pelos irmãos forçou uma situação que agora seguirá “estritamente as regras”. A defesa de Simone acusou os representantes da família de falta de sensibilidade durante o período de luto.
Chadwick Boseman, eternizado por seu papel como Pantera Negra no Universo Cinematográfico Marvel, faleceu em agosto de 2020, aos 43 anos, após uma batalha contra o câncer de cólon.
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