Trump acusa Letitia James de ser ‘corrupta’ e duvida de justiça para estudantes de Cornell em caso de estupro coletivo
O ex-presidente Donald Trump expressou forte desconfiança sobre a atuação da promotora-geral de Nova York, Letitia James, em relação à investigação de um suposto estupro coletivo envolvendo sete estudantes da Universidade Cornell. Trump afirmou que os jovens, conhecidos como ‘Cornell 7’, ‘não terão um julgamento justo’ se James estiver envolvida no processo.
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As declarações de Trump foram feitas a repórteres na Casa Branca, em resposta a perguntas sobre a nomeação de James como promotora especial no caso. O ex-presidente não poupou críticas à promotora, rotulando-a como ‘totalmente corrupta’ e demonstrando preocupação com os acusados.
“Eu me sinto mal por quem quer que ela esteja investigando, porque eles não terão um julgamento justo”, disse Trump, reiterando sua opinião sobre a promotora. A hostilidade entre Trump e James não é nova, marcada por investigações civis de fraude que a promotora moveu contra os negócios do ex-presidente.
O caso de estupro coletivo em Cornell
A investigação gira em torno de uma ação movida por uma ex-estudante de Cornell, identificada como Jane Doe. Segundo o processo, a jovem alega ter sido drogada e agredida sexualmente por múltiplos membros da fraternidade Chi Phi na residência estudantil, em outubro de 2024. Ela relatou ter se sentido intoxicada após consumir bebidas em sua sororidade e em uma boate antes de ir visitar um amigo na casa da fraternidade.
Mensagens de um grupo de Snapchat, divulgadas pela estação WBNG, parecem corroborar as alegações, com um dos membros mencionando ‘p**** grátis no andar de cima’, em referência a uma mulher. A vítima teria sofrido agressões repetidas ao longo da noite e madrugada. Até o momento, não houve prisões, mas o promotor local anunciou a reabertura do caso após a divulgação da ação civil.
A nomeação de Letitia James e as investigações
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, instruiu Letitia James a assumir a condução das investigações criminais sobre o suposto estupro coletivo. Em resposta, James declarou que sua equipe irá ‘revisar os fatos, coletar evidências, entrevistar testemunhas e, se justificado, buscar o indiciamento’. A promotora também afirmou compartilhar o desejo por respostas sobre o caso.
Apesar das negativas veementes dos advogados dos membros da fraternidade acusados, a nomeação de James para liderar a investigação criminal adiciona uma nova camada de tensão política ao já complexo caso. A intervenção de Trump, criticando a promotora, intensifica o debate sobre a imparcialidade do processo.
Histórico de confrontos entre Trump e James
A relação entre Donald Trump e Letitia James é marcada por um histórico de confrontos. Em 2022, James moveu uma ação civil bilionária contra Trump, sua família e seus negócios por fraude. Embora um tribunal de apelação de Nova York tenha revertido a decisão em 2026, a ação civil gerou grande repercussão e consolidou a imagem de James como uma adversária ferrenha do ex-presidente.
A participação de James no caso de estupro coletivo em Cornell, agora sob sua alçada criminal, reacende as disputas políticas e jurídicas envolvendo ambos. A declaração de Trump levanta questionamentos sobre a percepção de justiça e a possível influência política nas investigações.
Se você ou alguém que você conhece foi vítima de agressão sexual, entre em contato com a National Sexual Assault Hotline pelo número 1-800-656-HOPE (4673).
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