Ex-Miss Suíça Relata Estupro por Donald Trump em Hotel de Nova York
A ex-Miss Suíça Beatrice Keul alega ter sido estuprada por Donald Trump em novembro de 1993, no Hotel Plaza, em Nova York. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) por democratas do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, que investigam supostas conexões do presidente dos Estados Unidos com a rede de tráfico sexual de Jeffrey Epstein. O depoimento detalha o ocorrido pela primeira vez, com Keul descrevendo o concurso promovido por Trump como um “campo de caça”.
Continua depois da publicidade
Segundo o relato, Beatrice Keul, então com 24 anos, foi recrutada para o concurso “Donald J. Trump American Dream Pageant”. Durante um almoço com a imprensa no Hotel Plaza, Trump teria abordado a ex-Miss Suíça, prometendo auxílio para obter um visto e ingressar na Universidade de Nova York. Jeffrey Epstein teria feito promessas semelhantes em seguida, incluindo um convite para uma festa em Mar-a-Lago.
O comitê afirma que, após a conversa, um representante de Trump a convidou para um encontro no quarto do hotel. Ao entrar na suíte, Keul alega que Trump a agarrou por trás e a estuprou à força, rasgando seu vestido e causando sangramentos e hematomas. Ela descreveu o episódio como “brutal” e, após o ocorrido, Trump teria repetido suas promessas e pedido silêncio, dizendo “O show deve continuar”. A ex-Miss Suíça retornou à Suíça e recusou convites posteriores do republicano.
Denúncias Corroboradas e Processos Anteriores
O relatório dos democratas cita outros depoimentos que, segundo eles, corroboram as denúncias de Keul. Entre eles, está um processo por agressão sexual movido pela promotora de eventos Jill Harth contra Trump em 1997. O documento também aponta semelhanças entre as supostas promessas feitas por Trump a Keul e os relatos de mulheres que afirmam que Epstein usava ofertas de educação e carreira para recrutar e controlar vítimas.
Casa Branca Nega Veementemente as Acusações
Em comunicado à revista People, a porta-voz da Casa Branca, Lauren Bis, negou as imputações contra Donald Trump. “Nenhuma dessas alegações é verdadeira. Essa ‘reportagem’ não passa de uma tentativa desesperada de democratas desvairados de distrair os norte-americanos do crescente ímpeto republicano impulsionado pelas conquistas históricas do presidente Trump”, declarou Bis. A porta-voz acrescentou que Trump expulsou Jeffrey Epstein de seu clube em Mar-a-Lago e que o presidente foi “completamente exonerado de qualquer coisa relacionada a Epstein”.
Histórico de Acusações de Abuso Sexual Contra Trump
As novas alegações surgem em meio a denúncias anteriores de abuso sexual contra Donald Trump. A escritora E. Jean Carroll o acusou de estuprá-la em uma loja de departamentos de Nova York na década de 1990. Carroll processou Trump por difamação em 2019 e, posteriormente, por agressão e difamação em 2022. Em maio de 2023, um júri civil considerou o político culpado de abuso sexual (uma condenação menor que estupro) e de depreciá-la, resultando no pagamento de US$ 5,6 milhões em indenização à escritora. Trump contestou a decisão, mas a Suprema Corte recusou-se a reexaminar o caso. Até o momento, Donald Trump nunca foi preso ou formalmente acusado em relação às alegações de Beatrice Keul.
Continua depois da publicidade