Justiça de Minas Gerais absolve mulher que matou e mutilou o companheiro após flagrá-lo assediando a filha de 11 anos
Em uma decisão que gerou grande repercussão, a Justiça de Minas Gerais absolveu a mulher acusada de matar e mutilar o companheiro. O crime ocorreu em março do ano passado, no bairro Taquaril, em Belo Horizonte.
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O caso envolveu um flagrante de assédio contra a filha da acusada, que teria motivado a ação extrema. A Justiça, após análise do Tribunal do Júri, considerou a mulher inocente.
A decisão, divulgada nesta quarta-feira (25), encerra um capítulo chocante na capital mineira. Conforme informações divulgadas pelo g1, a juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti declarou improcedente a denúncia apresentada contra a acusada.
Relembre o caso: flagrante e brutalidade
O crime aconteceu na madrugada de 11 de março de 2025. Segundo a acusação, a mulher agiu após flagrar o companheiro, de 47 anos, assediando sua filha de 11 anos dentro da residência do casal.
O homem, que estaria sob efeito de drogas, teria ido ao quarto da criança e iniciado o assédio. A mulher relatou que, inicialmente, fingiu não ver a cena. Ela então chamou o companheiro para beber cerveja, na qual teria colocado gotas de clonazepam.
A acusada declarou que as drogas foram usadas para “facilitar o crime”. Após o ato sexual com o homem sedado, ela o esfaqueou e o atingiu com um pedaço de madeira.
Mutilação e ocultação de cadáver
O Ministério Público detalhou que a acusada, em um ato de extrema violência, cortou o órgão genital da vítima enquanto ele ainda estava vivo. Em seguida, ateou fogo ao corpo.
Após o ataque, a mulher teria pedido a ajuda de um adolescente para transportar o corpo até uma área de mata. No local, a mutilação foi concluída e o cadáver incendiado.
A Polícia Militar chegou à cena do crime após uma denúncia sobre a desova de um corpo. Os policiais encontraram o cadáver carbonizado e com sinais evidentes de violência extrema.
Confissão e desconfiança prévia
Um rastro de sangue na residência levou os policiais até a casa da mulher, que confessou o crime no momento da abordagem. Em seu depoimento, ela afirmou que já desconfiava do comportamento do companheiro em relação à filha.
A acusada também mencionou ter visto anteriormente mensagens de flerte enviadas pelo homem para a menina, o que reforçou sua suspeita sobre a conduta dele.
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