Elefante pintado de rosa na Índia: Ensaio fotográfico viraliza e gera investigação após críticas de ativistas de direitos dos animais

Elefante pintado de rosa na Índia: Ensaio fotográfico viraliza e gera investigação após críticas de ativistas de direitos dos animais

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GERADO EM: 01/04/2026 - 10:02
Elefante pintado de rosa na Índia: Ensaio fotográfico viraliza e gera investigação após críticas de ativistas de direitos dos animais
Elefante pintado de rosa na Índia: Ensaio fotográfico viraliza e gera investigação após críticas de ativistas de direitos dos animais Um ensaio fotográfico que retrata um elefante pintado de rosa em um templo hindu abandonado em Jaipur, na Índia, ganhou repercussão internacional e gerou uma investigação por parte das autoridades ambientais. As imagens, que circulam nas redes sociais, provocaram indignação entre ativistas de direitos dos animais, que levantam preocupações sobre o bem-estar do ani...
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Elefante pintado de rosa na Índia: Ensaio fotográfico viraliza e gera investigação após críticas de ativistas de direitos dos animais Um ensaio fotográfico que retrata um elefante pintado de rosa em um templo hindu abandonado em Jaipur, na Índia, ganhou repercussão internacional e gerou uma investigação por parte das autoridades ambientais. As imagens, que circulam nas redes sociais, provocaram indignação entre ativistas de direitos dos animais, que levantam preocupações sobre o bem-estar do ani...

Ensaio fotográfico com elefante pintado de rosa na Índia vira polêmica e é investigado por autoridades ambientais

Um ensaio fotográfico que retrata um elefante pintado de rosa em um templo hindu abandonado em Jaipur, na Índia, ganhou repercussão internacional e gerou uma investigação por parte das autoridades ambientais. As imagens, que circulam nas redes sociais, provocaram indignação entre ativistas de direitos dos animais, que levantam preocupações sobre o bem-estar do animal.

A autoria das fotos é da fotógrafa russa Julia Buruleva, que reside em Barcelona. O ensaio, que também conta com a participação de uma mulher coberta por tinta rosa, foi publicado originalmente em dezembro de 2025, mas ganhou novo fôlego recentemente, mobilizando críticas online.

Diante da repercussão negativa, a imprensa internacional divulgou que autoridades florestais da Índia iniciaram uma apuração para verificar possíveis irregularidades. O objetivo é determinar se o ensaio teve autorização e se todas as normas de bem-estar animal foram rigorosamente seguidas durante a produção das imagens. A investigação visa esclarecer os fatos e garantir a proteção dos animais envolvidos em produções artísticas.

Fotógrafa nega maus-tratos e defende uso de tinta natural

Em sua defesa, Julia Buruleva negou veementemente qualquer tipo de dano ao elefante. Ela afirmou que nenhum mal foi causado ao animal em momento algum e explicou que a tinta utilizada era de origem natural, não tóxica e aplicada por um período curto. “Foi facilmente removida e toda a sessão foi breve, sob supervisão do tratador responsável”, declarou a fotógrafa ao jornal The Independent.

Buruleva também relatou que o elefante, chamado Chanchal, aparentava estar calmo e relaxado durante o ensaio. Ela ressaltou que o projeto tinha um caráter artístico e buscava retratar realidades locais, sem a intenção de promover ou endossar práticas prejudiciais. A intenção era, segundo ela, criar uma obra que dialogasse com a cultura da região.

Tradição cultural versus bem-estar animal

Apesar das justificativas da fotógrafa, a reação do público foi majoritariamente desfavorável, com muitos comentários nas redes sociais apontando para abuso animal e irresponsabilidade. Contudo, Buruleva buscou contextualizar a prática, mencionando que a pintura de elefantes faz parte de tradições culturais na Índia, especialmente em Jaipur, onde os animais são frequentemente decorados para cerimônias e eventos. “Em Jaipur, eles estão presentes em cerimônias e decorações. Eu vi elefantes pintados todos os dias”, disse.

Ela ainda ponderou sobre a importância de diferenciar situações de dano real de suposições, reconhecendo a sensibilidade do tema. O proprietário do elefante, Shadik Khan, informou que Chanchal, com 65 anos na época do ensaio, não era mais utilizado para passeios. Ele confirmou o uso de “kaccha gulal”, um pó natural de fácil remoção, e que a sessão durou aproximadamente dez minutos.

Morte do elefante e esclarecimentos

Chanchal faleceu em fevereiro deste ano, de causas naturais, de acordo com o dono. A fotógrafa foi informada sobre o óbito e reforçou que não há qualquer relação entre a morte do animal e a realização do ensaio fotográfico. Ela lamentou a perda do elefante e reiterou seu compromisso com o bem-estar animal em seus projetos artísticos.

O caso levanta um debate importante sobre os limites entre a expressão artística e a responsabilidade ética para com os animais, especialmente em contextos culturais diversos. A investigação em curso buscará trazer mais clareza sobre os procedimentos adotados durante o ensaio e suas consequências para o elefante.

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