Pai de Amy Winehouse perde processo contra amigas da cantora por venda de pertences. Saiba o motivo e entenda o caso.
Mitch Winehouse, pai da icônica cantora Amy Winehouse, teve seu pedido negado em um processo contra duas amigas próximas da artista, Catriona Gourlay e Naomi Parry. A disputa judicial girava em torno da venda de pertences de Amy em um leilão, que o pai alegava ter direito sobre o montante arrecadado.
A decisão, divulgada pelo Tribunal Superior de Londres nesta segunda-feira (20), frustrou Mitch Winehouse, que buscava reaver o valor obtido com a venda de centenas de itens pessoais da estrela. O caso levanta questões sobre a propriedade e o destino de bens de celebridades após sua partida.
Segundo informações divulgadas pelo The Guardian, o leilão realizado entre novembro de 2021 e maio de 2023, comercializou 834 itens, arrecadando cerca de R$ 6,95 milhões. Uma parte significativa dos lucros foi destinada à fundação em nome de Amy Winehouse. Conforme apurado pelo g1, Mitch Winehouse alegava que as amigas não tinham o direito de vender as peças e que o valor deveria lhe pertencer.
O Leilão e a Alegação do Pai
O catálogo do leilão incluía 834 itens, que juntos renderam aproximadamente US$ 1,4 milhão, cerca de R$ 6,95 milhões na cotação atual. Deste valor, 30% foram destinados à fundação Amy Winehouse, criada para apoiar jovens em dificuldades. Entre os itens vendidos, estava um vestido de seda que Amy usou em sua última apresentação em Belgrado, Sérvia, pouco antes de sua morte em 2011, aos 27 anos.
Os advogados de Mitch Winehouse argumentaram em dezembro de 2025 que as amigas haviam “deliberadamente ocultado” as vendas e que a ação judicial era o “único meio de obter respostas”. A alegação central era a de que Mitch teria direito sobre o valor arrecadado pela venda dos pertences de sua filha.
A Defesa das Amigas e a Decisão Judicial
Em sua defesa, o advogado de Catriona Gourlay, Ted Loveday, apresentou um argumento crucial: a maioria dos itens leiloados havia sido presenteada às amigas pela própria Amy Winehouse. Essa informação foi fundamental para a decisão final do tribunal.
A juíza auxiliar do Tribunal Superior de Londres, Sarah Clarke KC, declarou que as amigas de Amy “não ocultaram deliberadamente quaisquer itens em disputa do autor”. A magistrada ainda acrescentou que Mitch Winehouse “poderia ter descoberto quais itens as rés possuíam com diligência razoável”.
O Costume de Amy e a Generosidade com Amigos
A juíza Sarah Clarke KC destacou um importante aspecto do comportamento de Amy Winehouse: o hábito de presentear amigos com roupas. Segundo a magistrada, a cantora tinha o costume de dar peças de vestuário para não ser vista mais de uma vez com o mesmo traje. Essa prática demonstrava a generosidade de Amy e explica, em parte, a posse de tantos itens pelas amigas.
A decisão ressaltou que Amy possuía uma quantidade de itens muito maior do que seria capaz de usar ou armazenar, o que reforça a tese de que muitos desses pertences foram distribuídos como presentes. Assim, o tribunal considerou que as amigas agiram dentro da legalidade ao venderem os itens que lhes foram dados pela cantora.
Amy Winehouse faleceu em 23 de julho de 2011, vítima de intoxicação alcoólica acidental, aos 27 anos, deixando um legado musical inestimável.