Polícia Civil de São Paulo prende quinto suspeito em caso de estupro coletivo contra crianças
A Polícia Civil de São Paulo anunciou a detenção do quinto suspeito envolvido no chocante caso de estupro coletivo contra duas crianças, um menino de 7 anos e uma menina de 10 anos. O crime hediondo ocorreu em 21 de abril, na zona leste da capital, em São Miguel Paulista. A informação foi confirmada pela TV Globo nesta segunda-feira (4).
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O último indivíduo detido é um adolescente de 15 anos, que estava foragido desde a descoberta do crime. Ele se apresentou voluntariamente no 63º Distrito Policial (DP), na Vila Jacuí, após negociações conduzidas por sua família com as autoridades policiais.
A investigação aponta que os suspeitos atraíram as vítimas com a promessa de empinar pipa. Segundo a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, os agressores conheciam as crianças e se aproveitaram da confiança estabelecida para levá-las a um imóvel onde os abusos ocorreram. Conforme a polícia, um dos suspeitos disse às crianças que iriam soltar pipa e que lá teriam uma linha para isso.
Outros suspeitos já detidos e um adulto confessa participação
Os outros três menores de 18 anos envolvidos no caso já haviam sido apreendidos no mês anterior. Dois foram detidos na capital paulista e um em Jundiaí, no interior de São Paulo. Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos e único adulto no grupo, foi preso na sexta-feira (1º) na cidade de Brejões, na Bahia.
Santos confessou sua participação no estupro coletivo e declarou à polícia que deixou São Paulo após receber ameaças de outros criminosos. Ele deve ser transferido para São Paulo ainda nesta segunda-feira (4) para responder pelos crimes. A polícia agora investiga a origem dessas ameaças e se elas visavam intimidar as famílias das vítimas.
Divulgação das imagens e ameaças às famílias
Os cinco suspeitos responderão por estupro de vulnerável, divulgação de imagens e corrupção de menores. A investigação revelou que Alessandro Martins dos Santos foi o responsável por gravar os abusos com seu celular e enviar os vídeos para amigos via WhatsApp, o que configurou o crime de divulgação de imagens. O delegado Júlio Geraldo, titular do 63º DP, afirmou que a prioridade inicial foi identificar os agressores e, em seguida, focar em quem divulgou as imagens.
O caso veio à tona em 24 de abril, três dias após o crime, quando a irmã de uma das vítimas viu imagens dos abusos circulando nas redes sociais e procurou a delegacia. A polícia relatou que as famílias das vítimas chegaram a deixar a comunidade após sofrerem ameaças, com algumas pessoas saindo apenas com o que vestiam. A localização exata das vítimas e de suas famílias foi mantida em sigilo para garantir a proteção.
Vítimas recebem apoio médico e psicológico
As crianças vítimas do estupro coletivo estão recebendo atendimento médico e psicológico especializado, com acompanhamento do Conselho Tutelar. As famílias também foram acolhidas pela Prefeitura de São Paulo, que ofereceu suporte por meio de serviços sociais. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina o sigilo sobre a localização das vítimas para assegurar sua integridade e segurança.
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