Ex-empregada de Caetano e Paula retira ação bilionária e pede desculpas públicas
Edna Fonseca, que trabalhou por 22 anos como doméstica para o cantor Caetano Veloso e a empresária Paula Lavigne, desistiu da ação trabalhista que movia contra o casal. A ex-funcionária pedia uma indenização de aproximadamente R$ 2,6 milhões, alegando direitos como adicional noturno, horas extras e acúmulo de funções. A decisão de retirar o processo foi comunicada oficialmente no dia 9 de abril, e Edna não compareceu a uma audiência marcada para 15 de abril, conforme informações divulgadas pelo site Alma Preta.
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Em nota divulgada por sua nova defesa, Edna explicou que a desistência se deu por “motivo de foro íntimo e de consciência”, pois discorda da narrativa e dos pedidos feitos na ação. Ela também fez questão de esclarecer que não sofreu cárcere privado durante seus anos de trabalho nem foi acusada de roubo. A ex-empregada pediu sinceras desculpas a Paula Lavigne e Caetano Veloso pelos transtornos e interpretações equivocadas que possam ter surgido.
“Ao longo de todos os anos em que trabalhei na empresa, prestando serviços aos sócios, sempre fui tratada pela Paula e pelo Caetano com todo o respeito e profissionalismo. Paula ajudou não só a mim, mas também meus filhos e marido, e me vejo obrigada a reconhecer o meu erro, pelo qual muito me arrependo”, declarou Edna, que também se retratou sobre uma notícia-crime que havia registrado contra o casal por ameaça e cárcere privado anteriormente.
Entenda o caso e a demissão
Edna Fonseca foi demitida por justa causa em 6 de maio de 2024. Segundo a defesa de Paula Lavigne, a dispensa ocorreu por quebra de confiança, após a ex-funcionária ter permitido a entrada de pessoas na residência sem consentimento e consumido bebidas alcoólicas da casa sem autorização. O escritório que representa a empresária afirmou que a decisão de demissão foi baseada em “provas robustas” e na “confissão da própria Edna sobre os fatos”.
Processos contra a ex-funcionária continuam
Apesar da desistência da ação trabalhista, Paula Lavigne e Caetano Veloso mantêm os processos que movem contra a ex-funcionária por calúnia, difamação e quebra de confidencialidade. O caso da notícia-crime registrada por Edna, que alegava ameaça e cárcere privado, ainda está sob investigação do 14º DP do Leblon, no Rio de Janeiro. Inicialmente, Edna havia sustentado as acusações, mas posteriormente mudou sua versão, negando os fatos.
Advogado destituído se manifesta
Cláudio Virgulino, advogado que representava Edna Fonseca e foi destituído em audiência, informou que apresentou à então cliente as implicações jurídicas da desistência e protocolou o pedido em 10 de abril. Ele confirmou que a decisão de retirar o processo partiu da trabalhadora.
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