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19/05/2026 06:02
Padre pede desculpas à família de Preta Gil por intolerância religiosa em missa
A matéria destaca padre se retrata em missa após acusações de intolerância religiosa contra família de Preta Gil O padre Danilo César, da paróquia de Areial, no Agreste da Paraíba, pediu desculpas publicamente à família de Preta Gil durante a missa do último Dia das Mães.
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Padre se retrata em missa após acusações de intolerância religiosa contra família de Preta Gil

O padre Danilo César, da paróquia de Areial, no Agreste da Paraíba, pediu desculpas publicamente à família de Preta Gil durante a missa do último Dia das Mães. A retratação ocorreu após um acordo firmado na Justiça Cível do Rio de Janeiro com os familiares da cantora, que faleceu em 2025. As declarações consideradas preconceituosas foram feitas anteriormente no mesmo local.

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Durante a homilia, transmitida ao vivo pela internet, o padre leu integralmente o texto previsto no acordo judicial. A iniciativa foi um desdobramento de declarações proferidas em julho de 2025, que causaram dor e revolta aos familiares da artista. A informação foi divulgada pelo portal g1.

“Reconheço que, na homilia proferida em 27 de julho de 2025, minhas palavras foram ofensivas, inadequadas e que, por minha imprudência, causaram dor aos familiares de Preta Gil, motivo pelo qual lamento e me retrato publicamente”, declarou o padre. Ele citou nominalmente familiares como Gilberto e Flora Gil, ressaltando a importância do respeito à diversidade religiosa.

Acordo judicial e medidas educativas

Além da retratação pública, o acordo judicial estabeleceu a doação de oito cestas básicas a uma instituição social. A Diocese de Campina Grande, que abrange a paróquia, também faz parte do termo. Segundo o g1, o acordo evitou que o padre fosse condenado ao pagamento de R$ 370 mil por danos morais.

Anteriormente, o padre já havia firmado um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para não responder criminalmente pelas declarações. Como parte desse acordo, ele participou de um ato inter-religioso e realizou cursos sobre intolerância religiosa.

O MPF também determinou que o religioso produzisse resenhas de obras sobre temáticas raciais e religiões afro-brasileiras, incluindo livros e um documentário. Adicionalmente, foi exigido o pagamento de R$ 4.863 à Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afrodescendentes (AACADE).

Declarações polêmicas e repercussão

As declarações que motivaram as denúncias ocorreram em 27 de julho de 2025, poucos dias após a morte de Preta Gil. Na ocasião, o padre associou a fé da cantora em religiões de matriz afro-indígena ao sofrimento enfrentado durante sua doença. Ele questionou a eficácia das orações aos orixás e fez comentários depreciativos sobre praticantes de religiões afro-brasileiras.

O vídeo da missa foi removido do canal da paróquia após repercussão negativa. As falas levaram à abertura de um boletim de ocorrência por intolerância religiosa, que passou a ser investigado pelas autoridades competentes.

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