Promotoria detalha perfis de Jairinho e Monique em alegações finais no caso Henry Borel
O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros, pais do menino Henry Borel, caminha para seu desfecho com as alegações finais apresentadas pelo Ministério Público. Em sua argumentação, o promotor Fábio Vieira traçou perfis psicológicos para os réus, classificando o ex-vereador Jairo Santos de Souza, conhecido como Jairinho, como um “psicopata severo”, e Monique Medeiros como uma “narcisista”. O MP reiterou o pedido de condenação de ambos pela morte da criança.
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Para sustentar as classificações, a acusação exibiu um vídeo da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, que detalha características de psicopatas e narcisistas, relacionando-as ao comportamento de Jairinho e Monique ao longo do processo. O promotor destacou que Monique teria priorizado seus próprios interesses em detrimento do bem-estar do filho, afirmando que ela “se coloca em primeira pessoa o tempo inteiro” e que “o filho dela nunca esteve em primeiro lugar”.
Segundo a promotoria, Monique apresentaria traços de narcisismo como manipulação, charme e capacidade de leitura social, utilizando-os para construir uma imagem específica. Atitudes como a busca por ajuda profissional para Henry e a escolha de roupas e salão de beleza após a morte do filho foram interpretadas como maquiagem de preocupação e comportamentos incompatíveis com o luto. Em sua defesa, Monique alegou estar em profundo luto e que as ações eram motivadas pela pressão do advogado e pela necessidade de cuidar de feridas no couro cabeludo. Conforme informação divulgada pela Folha de S. Paulo.
Monique teria agido com omissão e priorizado interesses pessoais
A promotora Audrey Marques enfatizou que Monique demonstrou comportamentos considerados estranhos, como ciúmes de Jairinho poucas horas após a morte do filho. A promotoria argumentou que a mãe teria colocado seus próprios interesses e o desejo de uma “vida de luxo” acima da segurança e vida de Henry, visando um papel de “princesa de Bangu” ao lado de Jairinho, o “príncipe de Bangu”.
Jairinho é acusado de tortura e Monique de omissão
A acusação relembrou que Henry teria sido vítima de três episódios de tortura, tendo “70 anos de vida tirados”. A promotoria defende que a omissão de Monique contribuiu para o desfecho trágico. O assistente de acusação, Cristiano Medina, expressou dúvidas sobre a ressocialização de Jairinho, alertando que ele poderia representar um risco para outras crianças.
Relembre o caso Henry Borel
Henry Borel, de 4 anos, faleceu em março de 2021. O laudo do Instituto Médico-Legal apontou sinais de violência e hemorragia interna como causa da morte, decorrentes de ação contundente. A perícia constatou múltiplos hematomas e lesões internas graves. Jairinho e Monique são réus pelas acusações de tortura e homicídio qualificado, com a mãe também respondendo por omissão.
Jairinho possui um histórico de denúncias de violência contra ex-companheiras e seus filhos. Relatos indicam um temperamento violento e “quase sádico” em sua vida privada. Ele já havia sido denunciado por torturar uma menina de 4 anos em um relacionamento anterior e por agressões a um menino de 5 anos entre 2014 e 2016.
Com o fim das alegações finais da acusação, cabe agora aos sete jurados decidir sobre a condenação ou absolvição de Jairinho e Monique.
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