Pai de Henry Borel critica perdão judicial à mãe: “Terceira morte”
O pai de Henry Borel, Leniel Borel, manifestou forte descontentamento após o fim do julgamento da morte de seu filho. A decisão de conceder perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança, foi classificada por ele como uma “terceira morte” de Henry.
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Monique teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo. Ela recebeu uma pena de um ano e quatro meses, considerada já cumprida, por omissão diante da tortura sofrida pelo menino. A sentença para Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi de 35 anos, 6 meses e 20 dias por homicídio duplamente qualificado, além de penas por tortura e coação.
A decisão sobre Monique ocorreu após um julgamento de onze dias, o mais longo do Rio de Janeiro em 18 anos. Leniel Borel declarou à imprensa que a sentença para a ex-mulher representou uma nova violência contra a memória de seu filho, comparando-a a uma “segunda morte” em decisões anteriores.
Desabafo e críticas à decisão judicial
Leniel Borel argumentou que a decisão em relação a Monique abre precedentes perigosos e questionou a justificativa de “misoginia” usada pela juíza. Ele ressaltou que Monique era a “garantidora da proteção” de Henry e estava presente no apartamento com Jairinho.
A juíza titular Elizabeth Machado Louro entendeu que Monique deveria receber o perdão judicial após o Conselho de Sentença reconhecer sua responsabilidade por omissão. A magistrada citou que pais em situações semelhantes costumam receber tratamento diferenciado pela Justiça, mencionando aspectos de violência de gênero.
Pai de Henry considera a mãe “pior” que o padrasto
Segundo o jornal O Globo, Leniel Borel afirmou que considera a conduta de Monique Medeiros ainda mais grave que a de Jairinho, apontado como autor das agressões fatais. Ele descreveu Jairinho como “um monstro, perverso, sádico”, mas declarou que a mãe foi “muito pior”.
Defesa anuncia recurso contra perdão judicial
O advogado Cristiano Medina, assistente da acusação, anunciou que a defesa da família de Henry recorrerá da decisão para tentar anular o julgamento em relação a Monique Medeiros. Ele classificou a sentença como uma “aberração jurídica”.
Medina criticou a forma como a juíza teria conduzido a votação para desclassificar a pena de Monique, mesmo após o Conselho de Sentença reconhecer sua responsabilidade por dolo eventual. Ele expressou confiança de que a condenação será anulada e Monique submetida a um novo julgamento.
Outras condenações e reação de Monique
O médico Jefferson Evangelista Corrêa, assistente técnico da defesa de Jairinho, foi condenado pelo crime de falsa perícia. Ele foi responsável por apresentar laudos e depoimentos que sustentavam teses contestadas pela acusação.
Monique Medeiros, que deixará a prisão, comemorou a decisão no tribunal e sorriu para familiares após a leitura da sentença.
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