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08/06/2026 09:32
Rush: Anika Nilles Brilha na “Fifty Something Tour” em Homenagem Emocionante a Neil Peart
A matéria destaca rush inicia "Fifty Something Tour" com show emocionante em Los Angeles, celebrando legado de Neil Peart e apresentando nova baterista A "Fifty Something Tour" do Rush marcou um momento agridoce para os fãs.
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Rush inicia “Fifty Something Tour” com show emocionante em Los Angeles, celebrando legado de Neil Peart e apresentando nova baterista

A “Fifty Something Tour” do Rush marcou um momento agridoce para os fãs. O primeiro show, realizado no Kia Forum em Los Angeles, local onde a banda encerrou sua última turnê em 2015, trouxe de volta a magia do trio canadense, mas com uma ausência sentida: a do icônico baterista e letrista Neil Peart, falecido em janeiro de 2020.

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Esta é a primeira vez em mais de 50 anos que os membros remanescentes, Geddy Lee e Alex Lifeson, sobem ao palco sem Peart, desde o início da banda em meados dos anos 70. A perda é imensurável, não apenas pela longa parceria, mas pelo reconhecimento de Peart como um dos maiores bateristas de rock da história. A turnê foi concebida como uma celebração de seu legado e da rica trajetória musical do Rush.

Geddy Lee expressou a importância deste retorno, afirmando que ele e Alex sentiram muita falta dos palcos. A decisão de rodar o país novamente visa homenagear o passado e Neil, com uma seleção extensa de músicas do Rush. A tarefa de substituir Peart é, como o próprio músico disse, “insubstituível”, conforme divulgado na imprensa especializada.

Anika Nilles: Uma Nova Força nos Tambores do Rush

A responsabilidade de assumir as baquetas de Neil Peart recaiu sobre a talentosa baterista e compositora alemã Anika Nilles. Sua estreia pública com o Rush aconteceu no Juno Awards em março, e ela demonstrou uma performance poderosa e precisa, dominando os complexos ritmos das canções icônicas da banda. Nilles, com sua técnica impecável e energia contagiante, fez jus ao desafio, executando um setlist de 22 músicas com maestria.

Em momentos de destaque, como nas percussivas “2112: Overture / The Temples of Syrinx / Grand Finale” e “YYZ”, a plateia reagiu com aplausos estrondosos, especialmente quando Geddy Lee apresentou Nilles ao público. Ela não demonstrou hesitação, tocando com força e resistência admiráveis, mostrando que domina a cascata de bateria característica de Peart.

Uma Noite de Conexão e Nostalgia Sem Distrações Digitais

Um dos aspectos mais notáveis da noite foi a surpreendente **ausência de celulares levantados** para filmar. Em uma plateia de aproximadamente 18.000 pessoas, o número de telas de smartphones era notavelmente baixo, criando uma atmosfera de imersão e nostalgia, como nos tempos antes da era digital. Essa **conexão genuína** com a música tornou a experiência ainda mais vibrante e especial.

Embora momentos como o solo de guitarra de “Tom Sawyer” e o refrão de “Spirit of the Radio” naturalmente atraíssem a atenção, a maioria dos presentes optou por **manter os punhos erguidos em vez de câmeras**. Durante a emotiva “The Garden”, muitos fãs ergueram velas de LED, em um belo gesto de homenagem que remete aos antigos shows.

Humor e Referências Culturais Marcam o Show

Apesar da carga emocional, o show do Rush foi recheado de momentos leves e divertidos. A cenografia, com temas de castelo gótico e circo, por vezes assumiu um tom cartunesco, adicionando um toque lúdico. A aparição do elenco de South Park, em uma animação de “Lil’ Rush”, para introduzir “Tom Sawyer”, trouxe de volta a lembrança do clipe criado para a turnê de 2007, “Snakes & Arrows”.

Os atores Jason Segel e Paul Rudd, que interpretaram fãs obcecados por Rush na comédia “Eu Te Amo, Cara” (2009), também fizeram uma participação especial no vídeo de abertura, reprisando seus papéis. Mais tarde, no encerramento, eles voltaram à tela para brincar com a pronúncia correta do nome “Peart”. As piadas de “Eu Te Amo, Cara” ecoaram entre os fãs, com alguns exibindo camisetas personalizadas como “Slappa da Bass”.

Um Setlist Abrangente que Celebra 50 Anos de Carreira

A “Fifty Something Tour” apresentou um setlist diversificado, com 40% das músicas focando no influente trabalho do Rush do início dos anos 80. A banda revisitou sucessos de “Permanent Waves” (1980), “Moving Pictures” (1981) e “Grace Under Pressure” (1984). No entanto, o show não se limitou a essa era, explorando outras quatro décadas de sua discografia, com canções de “Fly By Night” (1975), “Roll The Bones” (1991), “Snakes & Arrows” (2007), e até mesmo duas faixas de “Clockwork Angels”, último álbum de estúdio.

Fechando o ciclo, o show terminou com “Working Man”, do álbum de estreia homônimo de 1974, proporcionando um retorno às origens. A homenagem a Neil Peart foi constante e tocante ao longo da noite. Sua voz pôde ser ouvida em dois momentos distintos, compartilhando histórias sobre seu início na bateria e suas reflexões sobre a vida de músico. Montagens visuais com fotos e vídeos de Peart foram exibidas, mantendo seu espírito presente em cada nota.

Em uma das aparições póstumas, Peart falou sobre a busca por movimento e aprendizado, descrevendo seu ideal de vida como uma mala bem feita e a jornada para um destino interessante. Ilustrações digitais de seu rosto apareceram em nuvens, formações rochosas e, finalmente, ele mesmo tocando bateria no cosmos. A produção soube integrar a memória de Neil Peart de forma elegante e respeitosa, garantindo que, mesmo em sua ausência, ele permanecesse como a estrela da noite.

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