Gypsy Rose Blanchard narra pela primeira vez os momentos que antecederam o assassinato de sua mãe
Gypsy Rose Blanchard, que ficou conhecida mundialmente pelo caso de abuso e assassinato de sua mãe, Claudine “Dee Dee” Blanchard, concedeu uma entrevista reveladora. Em participação no podcast “We Need to Talk”, de Paul C. Brunson, ela descreveu a fatídica noite de junho de 2015 e o que ouviu de seu então namorado, Nicholas Godejohn, antes que ele tirasse a vida de Dee Dee. As declarações trazem à tona a complexidade e o horror daquele momento, conforme informação divulgada pelo podcast.
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Durante a conversa, Gypsy relatou ter ouvido gritos vindos do quarto onde sua mãe estava com Godejohn. Ela descreveu o som como “horrível” e um “choque”. Em um dos momentos mais perturbadores, Gypsy contou que sua mãe perguntou a Godejohn quem ele era. A resposta dele, segundo Gypsy, foi: “Eu sou a morte”. Essa mesma pergunta e resposta foram corroboradas em depoimentos de Godejohn e em conversas com outros detentos, conforme apurado em investigações anteriores.
Apesar de ter desejado ajudar a mãe, Gypsy revelou que se sentiu paralisada pelo medo. “Eu senti vontade de ir ajudá-la, mas ao mesmo tempo estava apavorada. Era como se meu corpo estivesse paralisado”, confessou. Ela também mencionou ter ouvido um grito agudo de sua mãe e, em seguida, o silêncio. A mulher, hoje com 34 anos, relembrou que a noite começou de forma aparentemente normal, com planos de pintar as unhas e assistir a um filme, buscando criar memórias positivas com a mãe.
O plano e a execução do crime
Gypsy contou que, após sua mãe adormecer, ela enviou uma mensagem para Nicholas Godejohn. O casal se conhecia há três anos. Godejohn, ao chegar, proferiu a frase chocante: “Essa vadia está morta”. Gypsy relatou ter se encolhido em posição fetal e tapado os ouvidos, incapaz de processar o que acabara de acontecer. Ela admitiu que, apesar de ter planejado o crime, não acreditava que ele realmente aconteceria até o momento em que ocorreu.
O passado de abusos e a condenação
O caso remonta a anos de abuso por parte de Dee Dee Blanchard, que inventou diversas doenças para sua filha, forçando-a a usar cadeira de rodas, a passar por procedimentos médicos desnecessários e a raspar a cabeça sob a alegação de leucemia. Em 2015, após uma tentativa de fuga frustrada e um novo procedimento médico planejado para a laringe de Gypsy, ela pediu a Godejohn que matasse a mãe. Gypsy foi condenada a 10 anos de prisão e liberada em dezembro de 2023. Godejohn foi sentenciado à prisão perpétua por homicídio em primeiro grau.
Em sua nova fase de vida, Gypsy Rose expressou estar finalmente processando os anos de abuso sofridos. A história, que envolveu manipulação extrema e violência, continua a gerar discussões sobre saúde mental e os limites do abuso parental.
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