Milícias no Rio de Janeiro: A Expansão Silenciosa da Extorsão e Novos Negócios Criminosos
Enquanto o cenário internacional foca em classificar facções como o Comando Vermelho e o PCC como terroristas, uma realidade preocupante se desenrola na região metropolitana do Rio de Janeiro. Grupos paramilitares, compostos por policiais, ex-policiais e ex-militares, têm expandido sua influência de forma silenciosa, extendendo suas atividades criminosas para além da segurança imposta.
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Em Itaguaí, a milícia que domina a região tem ampliado suas operações de extorsão, explorando novos “serviços” e a venda forçada de mercadorias. Moradores relatam um aumento na pressão e na variedade de produtos que são obrigados a adquirir dos criminosos para manterem seus negócios funcionando e suas comunidades sob controle.
Essas atividades criminosas, conforme apurado por moradores locais, vão desde a venda de carvão para mercados e barracas de churrasquinho até a imposição da compra de lâminas de barbear de qualidade inferior para salões de beleza e barbeiros. A situação em Itaguaí reflete um padrão preocupante de atuação paramilitar que se espalha por outras capitais, levantando questões sobre a segurança pública e o controle territorial.
Novas Formas de Extorsão em Itaguaí
A novidade recente na atuação da milícia em Itaguaí é a venda obrigatória de lâminas de barbear. Donos de salões de beleza e barbeiros, que antes compravam pacotes de lâminas por cerca de R$ 22, agora são forçados a pagar R$ 40 aos milicianos por produtos de qualidade inferior. Além disso, precisam desembolsar uma taxa semanal de R$ 60 para obterem a permissão de manterem seus estabelecimentos abertos.
Outro setor explorado pelas milícias é o de botijões de gás. Onde o preço legal no comércio é de R$ 90, moradores de Itaguaí e outras comunidades dominadas pela milícia são coagidos a pagar R$ 140 aos criminosos. Essa prática representa um aumento significativo no custo de vida para a população local, que já sofre com a presença e a violência desses grupos.
Violência e Conflitos entre Grupos Rivais
A situação na região metropolitana do Rio de Janeiro é marcada não apenas pela extorsão, mas também pela violência explícita. Há cerca de 15 dias, milicianos de grupos rivais, provenientes de Seropédica e Nova Iguaçu, invadiram Itaguaí. Durante a invasão, oito integrantes da facção local foram mortos, e seus corpos foram levados pelos agressores.
Esse episódio de confronto direto demonstra a disputa territorial e o alto nível de violência que permeiam a atuação desses grupos paramilitares. A região se torna palco de conflitos sangrentos, com consequências devastadoras para os moradores que vivem sob a constante ameaça.
Outras Notícias Relevantes no Cenário Nacional
Em outro setor, o Banco do Brasil enfrenta uma crise com o agronegócio, que tem apresentado alta inadimplência. A situação tem gerado descontentamento e movimentações políticas para capitalizar o cenário ruim eleitoralmente, buscando culpar o governo federal.
Em Betim, Minas Gerais, o aumento expressivo do IPTU, que variou entre 168% e 190% para alguns lojistas, gerou polêmica. A decisão do prefeito de desapropriar o Monte Carlo Shopping para sediar a prefeitura também tem sido alvo de críticas.
Na esfera dos direitos civis, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais e a deputada estadual Dani Balbi se posicionam contra um projeto de lei aprovado na ALERJ que propõe banheiros “neutros de uso exclusivo” para pessoas trans, argumentando que a necessidade é de respeito aos direitos, não de espaços separados.
Em Brasília, a Catedral Metropolitana ganhará em breve uma cafeteria e um restaurante em seu anexo, um projeto da Cúria com a Secretaria de Turismo do GDF. Por fim, um seminário em Belém discutirá o financiamento da transição para uma economia de baixo carbono e a preparação da América Latina para os desafios da crise climática.
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