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14/06/2026 16:31
Presos por morte em rope jump alegam “apagão” e não lembram falha de segurança
A matéria destaca os três homens presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em um salto de rope jump em São Paulo, afirmaram à Polícia Civil que sofreram um "apagão" e não conseguem explicar como a jovem foi lançada sem a corda de segurança.
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Presos por morte em rope jump alegam “apagão” e não lembram falha de segurança

Os três homens presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em um salto de rope jump em São Paulo, afirmaram à Polícia Civil que sofreram um “apagão” e não conseguem explicar como a jovem foi lançada sem a corda de segurança. A informação foi revelada pela delegada plantonista Andréa Dantas Levy, responsável pelo registro da ocorrência.

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Neste domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante de Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, e Maicon Fernandes Cintra, de 42. Os três aparecem em vídeo carregando Maria Eduarda até a plataforma momentos antes do acidente, ocorrido na região da Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Segundo Andréa, dois dos investigados disseram ser responsáveis pela instalação do sistema de segurança, mas alegaram não se lembrar em que momento ocorreu a falha. O terceiro suspeito declarou que apenas auxiliou no arremesso da vítima e não participava da conferência dos equipamentos, conforme informações divulgadas pelo jornal O Globo.

A versão apresentada pelos envolvidos, porém, não convenceu a investigadora. “A corda é grossa. Eram duas cordas que deveriam ter sido colocadas, e não foi colocada nenhuma. Em um esporte de risco desse, era para terem checado três vezes”, destacou a delegada. Andréa acrescentou que os homens afirmaram estar abalados e relataram nunca ter enfrentado uma situação semelhante durante os anos em que atuam na atividade, demonstrando-se “desnorteados com a situação”.

Tragédia em salto de rope jump

A tragédia aconteceu na manhã de sábado (13), durante um salto na modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que a pessoa é sustentada horizontalmente pelos instrutores antes de ser lançada. Maria Eduarda caiu de uma altura aproximada de 40 metros e teve a morte constatada ainda no local. Imagens que circulam nas redes sociais registraram o momento do acidente.

Uma pessoa que aguardava para saltar após Maria Eduarda relatou à polícia que os responsáveis deixaram de realizar a checagem de segurança naquele momento. Para a delegada, a ausência dessa conferência foi determinante para o desfecho fatal, razão pela qual os suspeitos foram autuados por homicídio com dolo eventual.

Advogado classifica caso como “triste fatalidade”

Os três homens são representados pelo advogado Rafael Gomes dos Santos. Em declaração à imprensa, ele classificou o caso como uma “triste fatalidade” e afirmou que seus clientes são praticantes experientes do esporte, atuando há anos sem incidentes semelhantes. O advogado também alegou que o rope jump não possui regulamentação específica no Brasil, embora não seja uma prática proibida.

Outras pessoas foram ouvidas pela polícia

Além dos três presos, outras pessoas foram levadas à delegacia para prestar esclarecimentos. De acordo com a investigação, elas atuavam em área de apoio responsável pela distribuição de pulseiras e pela colocação de cintos e cadeirinhas nos participantes. No entanto, os suspeitos acabaram liberados por falta de elementos que justificassem a manutenção das prisões.

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