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15/06/2026 09:32
Funcionários presos por morte em rope jump: “Não se lembra” e “estado de choque”
A matéria destaca o programa Fantástico exibiu trechos dos depoimentos de três funcionários detidos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos.
Esta é uma ferramenta em desenvolvimento. A inteligência artificial pode cometer erros; toda a produção é baseada no conteúdo da matéria original.
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Funcionários presos por morte em rope jump: “Não se lembra” e “estado de choque”

O programa Fantástico exibiu trechos dos depoimentos de três funcionários detidos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem faleceu após realizar um salto de rope jump sem a corda de segurança na Ponte do Esqueleto, entre Cordeirópolis e Limeira, no interior de São Paulo. Seis responsáveis pelo evento foram envolvidos, mas três homens, que ergueram e lançaram a vítima, permanecem presos. Eles são investigados por homicídio com dolo eventual, por terem assumido os riscos da atividade. Conforme informação divulgada pelo Fantástico.

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Em depoimento, um dos detidos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, mencionou que o custo por salto era de R$ 180 e que a equipe não possuía uma divisão fixa de funções, com a conferência dos equipamentos sendo compartilhada. “Às vezes a gente tipo assim não coloca, outro confere, outro confere, outro coloca. Às vezes um faz, o outro vem, vê se tá certo. Era mais ou menos isso”, disse o funcionário. Questionado sobre ser o responsável pela instalação do equipamento de segurança ou pela fiscalização final antes do salto de Maria Eduarda, Luis Felipe afirmou não se lembrar.

Outro instrutor preso, Maicon Fernandes Cintra, relatou participar do processo de checagem dos equipamentos. No entanto, ao ser questionado se recordava de ter feito a conferência na vítima, também declarou não se lembrar. A investigação aponta que Maria Eduarda portava uma câmera no momento do salto, mas o equipamento não foi localizado. A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção de Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, 27, e Maicon Fernandes Cintra, 42 anos, que aparecem carregando a vítima até a plataforma pouco antes do acidente.

Advogado alega estado de choque dos detidos

Segundo o advogado dos detidos, Rafael Gomes dos Santos, os três não conseguem explicar o ocorrido ou o motivo de terem esquecido a corda de segurança. “Eles estão em estado de choque, não conseguem explicar o ocorrido, porque já estão há anos fazendo isso. Nunca teve nenhum evento semelhante”, declarou o defensor.

Detalhes da tragédia

A tragédia ocorreu na manhã de sábado, quando Maria Eduarda participou de uma atividade de rope jump na modalidade conhecida como “aviãozinho”, na qual o participante é sustentado horizontalmente antes de ser lançado da plataforma. Segundo a investigação, a jovem foi impulsionada sem que as cordas de segurança estivessem presas e caiu de uma altura de 40 metros. O corpo de Maria Eduarda foi sepultado em Jandira, na Grande São Paulo.

Outros envolvidos liberados

Outras pessoas que trabalhavam na organização do evento foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos, mas acabaram liberadas por falta de elementos que justificassem a manutenção de suas prisões. A investigação sobre o caso segue em andamento.

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