Justiça dos EUA arquiva processo de plágio contra Taylor Swift
A cantora Taylor Swift foi absolvida em um processo de violação de direitos autorais movido pela poetisa Kimberly Marasco. A juíza federal Aileen Cannon decidiu pelo arquivamento definitivo da ação, entendendo que as alegações de plágio não possuíam embasamento legal suficiente.
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O processo, iniciado em 2024, acusava Swift de ter utilizado trechos de poemas de Marasco em diversas músicas lançadas em álbuns como “Lover”, “Folklore” e “The Tortured Poets Department”. A poetisa citou faixas como “The Man” e “My Tears Ricochet” como exemplos de suposta apropriação indevida.
A decisão da juíza Cannon, divulgada por veículos como Billboard e Rolling Stone, baseou-se na análise de que as semelhanças apontadas pela autora da ação tratam de temas genéricos, metáforas, palavras e expressões de uso comum, elementos que não são protegidos pela legislação de direitos autorais.
Elementos comuns não são protegidos por lei
Em sua argumentação, a magistrada destacou que “essas são temas, conceitos e palavras isoladas por excelência: exatamente o tipo de material que a lei de direitos autorais não protege”. A juíza reforçou que “o material supostamente infringido — ideias básicas, temas, metáforas, palavras isoladas e frases curtas — não é expressão protegida e não pode ser infringido”.
Baixa circulação das obras originais
Outro ponto considerado pela juíza Aileen Cannon foi a limitada circulação das obras de Kimberly Marasco. A decisão judicial apontou que um dos livros citados pela poetisa teve poucas vendas e pouca divulgação, tornando improvável o acesso de Taylor Swift ou de sua equipe ao material antes da criação das canções.
Processo arquivado com prejuízo
A juíza observou que Kimberly Marasco teve oportunidades para reformular sua petição inicial, mas as alegações mantiveram-se sem fundamento jurídico. Por isso, o caso foi arquivado com prejuízo, impedindo que a poetisa apresente a mesma ação novamente. Uma ação anterior com alegações semelhantes já havia sido arquivada em 2025.
Advogado de Swift classifica ação como vexatória
O advogado de Taylor Swift, Douglas Baldridge, classificou a ação como “frívola e vexatória”, e as acusações como “absurdas e sem fundamento jurídico”. Kimberly Marasco chegou a publicar em 2020 um livro analisando supostas semelhanças entre seus poemas e letras da cantora, mas as comparações não foram suficientes para comprovar violação de direitos autorais.
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