Antonio Fagundes comenta desfecho de Arthur em ‘Quem Ama Cuida’ e nega encenação da morte
O mistério em torno da morte de Arthur Brandão, personagem de Antonio Fagundes na novela “Quem Ama Cuida”, tem gerado grande repercussão. Em entrevista recente, o ator revelou que gravou diversas versões da cena do crime, mas garantiu que nenhuma delas envolvia o empresário forjando a própria morte. A declaração busca esclarecer as teorias que circulavam entre os telespectadores e bastidores da produção. Conforme informação divulgada pelo jornal O Globo.
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Com boatos de que o autor Walcyr Carrasco teria escrito até oito finais diferentes para a sequência, Fagundes brincou sobre a quantidade de vezes que interpretou o momento: “Nunca morri tanto na minha vida”. No entanto, ao ser questionado diretamente se alguma das gravações apresentava Arthur fingindo seu próprio fim, o ator respondeu de forma enfática: “Pois é, faltou essa…”.
Apesar de ter dado a vida a um personagem que, aparentemente, teve seu fim na trama, Antonio Fagundes não descartou a possibilidade de retornar à novela de alguma forma. Ele mencionou a criatividade de Walcyr Carrasco e citou a possibilidade de elementos espirituais ou flashbacks, lembrando de outras produções do autor que exploraram temas semelhantes. “Ele já fez uma novela espírita, inclusive. De repente, pode voltar um fantasminha aí… Um flashback, não sei”, comentou, aos risos.
Mudanças na Televisão e Tecnologia
O retorno de Antonio Fagundes às novelas após seis anos de afastamento também o levou a refletir sobre as transformações na televisão. O ator destacou a evolução tecnológica como um dos principais fatores de mudança, que, embora traga mais qualidade, exige um tempo de produção maior.
Fagundes comparou a agilidade das gravações de novelas brasileiras com as produções internacionais, ressaltando o ritmo intenso ao qual os atores brasileiros se submetem. Ele explicou que as novas tecnologias, como lentes que captam detalhes da pele com mais precisão, demandam uma iluminação e elaboração mais cuidadosas, impactando o cronograma.
O artista também relembrou o modelo de gravação de antigas produções, onde múltiplas câmeras gravavam as cenas simultaneamente, quase prontas para edição. Atualmente, com câmeras independentes, o processo se tornou mais demorado. “Agora as câmeras são independentes. Isso faz com que tudo demore um pouquinho. Disso eu não tenho saudade”, concluiu.
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