Liam Gallagher, o icônico vocalista da banda Oasis, não poupou críticas ao primeiro show de intervalo da história da Copa do Mundo FIFA.
A apresentação, que aconteceu durante a final entre Espanha e Argentina no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, contou com um line-up de peso, incluindo nomes como Madonna, BTS, Justin Bieber, Shakira, Burna Boy, Chris Martin do Coldplay, além do maestro Gustavo Dudamel e até os Muppets.
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Liam Gallagher, conhecido por suas opiniões sinceras, usou a rede social X (antigo Twitter) para expressar seu descontentamento. A performance, que buscou inovar ao trazer um grande espetáculo musical para o meio da partida decisiva, dividiu opiniões, e a reação do cantor britânico viralizou rapidamente.
Conforme divulgado pelo próprio Liam Gallagher em suas redes sociais, a experiência foi descrita de forma contundente. A iniciativa da FIFA em realizar um show de intervalo no nível de um Super Bowl marcou um novo capítulo na história das finais da Copa do Mundo, buscando aproximar o evento do modelo de entretenimento de grandes eventos esportivos americanos.
O show que dividiu opiniões
A apresentação de onze minutos e meio foi curada por Chris Martin, do Coldplay, e abriu com Madonna interpretando seu sucesso “Music”. Em seguida, o palco recebeu performances de outros artistas renomados. BTS apresentou “Dynamite”, Justin Bieber cantou uma versão acústica de “Everything Hallelujah”, e Shakira, ao lado de Burna Boy, emocionou o público com “Dai Dai”, o hino oficial da Copa do Mundo.
O maestro Gustavo Dudamel também esteve presente, conduzindo músicos da Filarmônica de Nova York e da Orquestra Sinfônica Simón Bolívar da Venezuela em uma performance de “Seven Nation Army”, clássico do The White Stripes. O encerramento contou com a participação do coro PS22, Chris Martin e personagens como Kermit the Frog e Miss Piggy, culminando em uma formação de palco com a palavra “LOVE” e fogos de artifício.
Reação de Liam Gallagher e a cultura do futebol
A crítica de Liam Gallagher surge em um momento em que o Oasis, sua banda, tem expandido seu alcance com a turnê “OASIS LIVE ’25”. As músicas do grupo, como “Wonderwall” e “Don’t Look Back in Anger”, já são hinos em estádios de futebol ao redor do mundo, transcendendo o público do rock e se tornando parte da cultura esportiva.
Em suas postagens, Gallagher comentou: “Isso é como uma viagem ruim“, e acrescentou, em tom de brincadeira, mas com a sinceridade característica: “É bom que eu esteja com minhas meias espirituais, ou esse entretenimento de intervalo poderia ter me levado ao limite”. A declaração reforça a visão do artista sobre a proposta do show, que para ele, pareceu fora de sintonia.
Um novo formato para a Copa do Mundo
A inclusão de um show de intervalo de grande porte na final da Copa do Mundo é uma clara estratégia da FIFA para aumentar o apelo global do evento, especialmente para audiências mais jovens. A intenção é criar um espetáculo multimídia que vá além do esporte, incorporando elementos de cultura pop de forma massiva.
Essa abordagem se alinha com o modelo de sucesso de eventos como o Super Bowl, que há anos integra apresentações musicais de renome mundial em seu intervalo, transformando a partida em um evento de entretenimento completo. A Copa do Mundo busca agora replicar essa fórmula, atraindo um público ainda maior e mais diversificado para suas transmissões.
O impacto da música no futebol
A relação entre música e futebol é antiga e profunda. Hinos de torcida, canções que embalam vitórias e até mesmo artistas que se tornam símbolos de clubes demonstram essa forte conexão. A presença de estrelas do pop mundial na final da Copa do Mundo, portanto, pode ser vista como uma evolução natural dessa simbiose, buscando amplificar a experiência do torcedor.
Apesar da recepção mista, especialmente por parte de figuras como Liam Gallagher, a iniciativa da FIFA de investir em shows de intervalo pode abrir precedentes para futuras edições do torneio, consolidando a Copa do Mundo não apenas como o maior evento esportivo, mas também como uma plataforma global de entretenimento musical.
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