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03/08/2026 08:01
Samantha Morton de “The Odyssey”: A Jornada da Fama Após Viver nas Ruas Devido a Problemas Familiares
A matéria destaca samantha Morton, estrela de "The Odyssey", abre o coração sobre a infância difícil, incluindo a experiência de ser moradora de rua.
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Samantha Morton, estrela de “The Odyssey”, abre o coração sobre a infância difícil, incluindo a experiência de ser moradora de rua.

A aclamada atriz Samantha Morton, conhecida por seu papel como a feiticeira Circe na série “The Odyssey”, compartilhou detalhes pungentes de sua infância e adolescência em uma entrevista recente. Morton revelou ter enfrentado a dura realidade da falta de moradia, vivendo em abrigos e até mesmo dormindo ao relento, em meio a batalhas familiares complexas.

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Aos 49 anos, a atriz descreveu um período de sua vida em que se viu “pulando de família em família, em abrigos para sem-teto, dormindo perto das lixeiras nos fundos de um mercado”. Essa jornada foi motivada pelas dificuldades enfrentadas por seus pais, cuja saúde mental e luta contra o alcoolismo moldaram profundamente sua trajetória.

Morton atribui suas escolhas de vida a um instinto de sobrevivência, desenvolvido ao observar seus pais lutando para se manterem. “Eu fiz escolhas que sempre foram sobre sobrevivência, porque eu vi minha mãe tentando sobreviver e vi meu pai tentando sobreviver”, afirmou a atriz, conforme divulgado pelo The Sunday Times.

A complexa dinâmica familiar e o impacto na infância

Filha de Pamela, trabalhadora de fábrica que faleceu em 2017, e Peter, um mineiro de carvão que morreu no ano passado, Samantha Morton teve uma infância marcada pela instabilidade. Até os oito anos, ela viveu entre as casas de seus pais, que já eram separados. Após essa idade, ela foi colocada como “tutelada do tribunal”, ficando sob a guarda legal do sistema judicial do Reino Unido.

Em entrevistas anteriores, como uma concedida ao The Guardian em 2009, Morton já havia detalhado as dificuldades, incluindo ter sido vítima de agressões. Ela descreveu a violência como irracional, algo que quem a sofreu na infância pode compreender. “Acho que qualquer pessoa que foi abusada quando criança – e eu fui abusada quando criança, por várias pessoas – dirá que é irracional, porque a violência é irracional”, disse na época.

Período de desamparo e busca por identidade

Como tutelada do tribunal, Morton passou por diversas famílias substitutas e instituições de acolhimento. Aos 13 anos, deixou a escola e mergulhou em um período turbulento, frequentando festas e experimentando drogas como ecstasy e alucinógenos com jovens mais velhos. Ela se descreveu como “sem lei e perdida” durante essa fase.

Entre os 13 e 14 anos, a atriz viveu sem um lar fixo por quase um ano, dormindo na casa de amigos ou em abrigos de ônibus. Apesar das adversidades extremas, Morton nunca culpou seus pais pelas dificuldades enfrentadas. Ela sempre direcionou sua frustração “à autoridade, ao establishment”, citando o contexto político e social do Reino Unido nos anos 80.

Resiliência e a visão sobre os pais

Morton defende que a incapacidade de cuidar dos filhos não torna alguém uma má pessoa, apontando para as diversas razões que podem levar uma criança a ser acolhida pelo sistema, como doenças e outras circunstâncias. “Só porque alguém não cria seus filhos ou não consegue cuidar de seus filhos, isso não faz dessa pessoa uma pessoa má. Existem todos os tipos de razões… doenças. Há tantas razões pelas quais você pode acabar em um abrigo”, explicou.

A atriz, que hoje é reconhecida mundialmente por seu talento, demonstra uma profunda resiliência. “Alguém me disse que eu era resiliente quando era mais jovem. Mas, às vezes, você não tem escolha a não ser ser resiliente, porque se você não for, você morre”, refletiu, ressaltando a força que a manteve em frente apesar das adversidades.

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