Tirullipa condenado por puxar biquíni de participantes na Farofa da Gkay
O humorista Tirullipa, nome artístico de Everson de Brito Silva, foi condenado a pagar uma indenização de R$ 30 mil a duas mulheres. A decisão judicial refere-se a episódios ocorridos durante a “Farofa da Gkay” em dezembro de 2022, quando o comediante puxou o biquíni de duas participantes e tocou os seios de uma delas sem consentimento.
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A sentença foi proferida pela juíza Leila Regina Corado Lobato, da 36ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, e divulgada nesta terça-feira (4) pelo portal g1. A magistrada avaliou as imagens dos incidentes, que circularam amplamente nas redes sociais, e considerou que Tirullipa “extrapolou os limites inerentes à atividade recreativa”.
Além da indenização, que será dividida igualmente entre as duas mulheres (R$ 15 mil para cada), o humorista também foi condenado ao pagamento das custas processuais. A decisão judicial ainda permite recurso por parte da defesa de Tirullipa.
Detalhes da “Banheira do Gugu” e vídeos polêmicos
O caso aconteceu durante uma competição inspirada na “Banheira do Gugu” na “Farofa da Gkay”, evento realizado em Fortaleza. Tirullipa participou da dinâmica e, em um dos momentos, desamarrou o laço do biquíni de duas mulheres paraibanas. Em outra ocasião, ele repetiu o gesto com a atriz e cantora Nicole Louise, tocando suas partes íntimas.
Os vídeos dos acontecimentos geraram forte repercussão negativa nas redes sociais. Segundo o processo, a ampla divulgação das imagens agravou o constrangimento e a humilhação das vítimas, que passaram a ser alvo de comentários e chacotas em suas comunidades.
Humorista admitiu ter “passado do ponto”
A decisão judicial também levou em conta uma gravação onde o próprio Tirullipa admite ter “ultrapassado os limites do comportamento social e juridicamente esperado”. No vídeo, o humorista reconhece que “passou do ponto e se excedeu” durante o evento.
Os advogados das autoras da ação, Alex Laurentino, Roberto Nascimento e Roberto Macêdo, afirmaram ter recebido a decisão “com serenidade” e expressaram confiança na Justiça e nas provas apresentadas. A defesa de Tirullipa não se manifestou publicamente sobre o caso até o momento da publicação desta matéria.
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