Megan Thee Stallion e Roc Nation vão a julgamento após cinegrafista alegar assédio e salários atrasados
Um juiz federal dos Estados Unidos decidiu que a rapper Megan Thee Stallion e sua gravadora, a Roc Nation, deverão enfrentar um julgamento. As acusações foram feitas por um ex-cinegrafista que alega ter sido forçado a presenciar cenas íntimas da artista durante uma turnê europeia.
Continua depois da publicidade
A decisão, divulgada na última sexta-feira, 7 de agosto, significa que a equipe da rapper e a Roc Nation não conseguiram arquivar várias das alegações apresentadas pelo videógrafo Emilio Garcia em um processo iniciado em 2024. O caso promete trazer à tona detalhes sensíveis sobre a dinâmica de trabalho em turnês.
O processo movido por Garcia inclui acusações de não pagamento de salários adequados, discriminação sob a lei de Nova York e retaliação após ele ter reclamado de sua remuneração. Conforme informação divulgada pelo portal norte-americano, o videógrafo busca reparação por danos morais e financeiros. A defesa de Megan e da Roc Nation nega veementemente as acusações, chamando-as de “falsas e fabricadas”.
O incidente alegado e as acusações de retaliação
No processo movido em maio de 2024, Emilio Garcia detalhou que o incidente de cunho sexual em um carro teria ocorrido durante uma turnê na Espanha em 2022. Ele descreveu a experiência como “constrangedora, mortificante e ofensiva”. Segundo o cinegrafista, após o ocorrido e suas reclamações, Megan Thee Stallion e a Roc Nation teriam retaliado, reduzindo suas oportunidades de trabalho até sua eventual demissão.
A equipe jurídica de Megan Thee Stallion, liderada pelo advogado Alex Spiro, classificou as alegações como “sensacionalistas” e uma tentativa de “criar uma tempestade midiática”. Eles argumentam que Garcia é um “vigarista” tentando usar o sistema judicial para impulsionar sua própria carreira musical fracassada, ao mesmo tempo em que tenta prejudicar o sucesso da rapper.
Decisão judicial e próximos passos
Apesar das fortes negações por parte da defesa, o juiz Gregory H. Woods determinou que algumas das alegações de Garcia são suficientes para serem levadas a júri. Embora o juiz tenha descartado certas acusações, como a retaliação direta pela reclamação do incidente no carro, ele considerou que há mérito nas alegações de discriminação, salários não pagos e retaliação ligada à disputa salarial.
O julgamento permitirá que um júri avalie as evidências apresentadas por ambas as partes. A representação de Megan Thee Stallion e da Roc Nation não comentou imediatamente a decisão. No entanto, o advogado de Garcia, Ron Zambrano, expressou satisfação com o parecer do juiz, afirmando que seu cliente está “ansioso para ter seu dia no tribunal”. O caso segue em andamento, com a expectativa de um julgamento nos próximos meses.
Defesa de Megan Thee Stallion contesta as alegações
Os advogados de Megan Thee Stallion têm se posicionado firmemente contra as alegações de Emilio Garcia. Em declarações anteriores, eles descreveram as acusações como uma invenção para ganhar atenção da mídia. A defesa sugere que as queixas originais de Garcia se limitavam a questões salariais, e que as alegações sobre o incidente sexual foram adicionadas posteriormente com o objetivo de gerar publicidade negativa.
O impacto do caso para a rapper e a gravadora
A decisão de levar o caso a julgamento representa um obstáculo para a imagem de Megan Thee Stallion e da Roc Nation. A possibilidade de um veredito desfavorável em um tribunal pode ter implicações financeiras e de reputação significativas. A batalha legal que se inicia promete ser longa e complexa, com ambas as partes buscando defender seus interesses perante o sistema judiciário.
Continua depois da publicidade