A dor de descobrir a tragédia pela internet e a busca por respostas
Um homem que esperava o retorno de parte de sua família de um passeio de helicóptero no Rio de Janeiro viveu momentos de angústia e desespero ao descobrir o acidente fatal pela internet. Victor Manrique, filho, irmão e tio das colombianas que morreram na queda, relatou como ele e outros parentes souberam da tragédia sem um aviso prévio das autoridades ou da empresa responsável.
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As vítimas, o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas (avó, mãe e filha), eram parte de um grupo de seis pessoas que visitava o Rio de Janeiro. O plano era que o restante da família embarcasse em um segundo voo logo após o retorno da primeira aeronave. No entanto, a comunicação com a irmã de Victor, Wendy, cessou, e a notícia do acidente chegou através de sites de notícias e jornalistas no local de embarque, conforme informações divulgadas pelo g1.
Emocionado, Victor prestou uma homenagem aos entes queridos nas redes sociais, descrevendo o ocorrido como “o último passeio de metade da minha família”. Ele expressou gratidão pela oportunidade de terem conhecido a beleza do mundo e agora terem a chance de conhecer a beleza do paraíso. A família estava na cidade para celebrar os 15 anos da filha de Victor, Laura, que também embarcaria no voo seguinte.
A espera e a descoberta do acidente
Victor contou que chegou a trocar mensagens com a irmã enquanto aguardava o retorno do helicóptero. A comunicação parou abruptamente, aumentando a apreensão. Funcionários chegaram a mencionar um pouso de emergência, mas a confirmação do acidente só veio cerca de uma hora depois, através de portais de notícias.
Críticas à empresa e à falta de segurança
Em entrevista à Globo, Victor criticou a demora da empresa Voos Rio Panorâmico em se pronunciar oficialmente sobre o acidente. Segundo ele, a companhia informou apenas que houve um pouso forçado e que não havia motivo para preocupação, mesmo com a demora no retorno da aeronave e a operação contínua de outros voos.
Victor também se mostrou surpreso com a frequência de acidentes aéreos no Rio de Janeiro, algo que ele desconhecia antes da tragédia. Ele expressou o desejo de que nenhuma outra família precise passar pelo mesmo sofrimento, clamando por mais segurança e, possivelmente, por restrições aos voos de helicóptero na cidade.
Investigação em curso
O Corpo de Bombeiros foi acionado e, após uma operação complexa em área de mata íngreme, os destroços da aeronave foram localizados. O helicóptero, um Robinson R44, explodiu após atingir a encosta, provocando um incêndio na vegetação. As quatro vítimas fatais morreram carbonizadas. Equipes da Polícia Civil e do Cenipa foram acionadas para apurar as causas do acidente.
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