Michael Fishman, ator de “Roseanne”, explica por que o reboot da série foi “justamente cancelado” após tuíte polêmico.
A decisão da ABC de cancelar o reboot de “Roseanne” após um tuíte racista da estrela Roseanne Barr foi defendida por Michael Fishman, ator que interpretou D.J. Conner em ambas as versões da série. Em um vídeo publicado no Instagram, Fishman rebateu um comentário de fã que defendia a comediante, afirmando que a série foi “justamente cancelada”.
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Fishman, de 44 anos, declarou que “infelizmente, neste caso, não houve piada e o show foi justamente cancelado”. Ele expressou compaixão por Barr, reconhecendo que “pessoas boas cometem erros”, mas enfatizou que as palavras dela causaram “danos e desumanização através da perpetuação de estereótipos raciais”.
A declaração do ator vem em resposta a um comentário que afirmava que “o reboot foi cancelado porque Roseanne fez as piadas usuais que um comediante faz, mas a América decidiu apunhalar Roseanne pelas costas”. Fishman, por sua vez, argumentou que “as únicas pessoas apunhaladas foram as que foram alvo das declarações e aquelas que se tornaram danos colaterais disso”.
O tuíte que chocou e levou ao fim do “Roseanne”
O reboot da série, que durou nove episódios, foi abruptamente encerrado em março de 2018, após Roseanne Barr, então com 73 anos, publicar um tuíte considerado racista contra Valerie Jarrett, ex-assessora sênior do ex-presidente Barack Obama. Barr, posteriormente, pediu desculpas, alegando que foi uma “piada de mau gosto”.
Horas após a publicação do tuíte, Channing Dungey, presidente da ABC Entertainment, anunciou o cancelamento em um comunicado: “O Twitter de Roseanne é abominável, repugnante e inconsistente com nossos valores, e decidimos cancelar nosso programa”.
Repercussão imediata no elenco e equipe
Na época do cancelamento, Fishman já havia se manifestado, expressando em seu Twitter que o dia era um dos mais difíceis de sua vida. Ele se disse devastado, não pelo fim do programa, mas por todos que dedicaram seus corações e almas ao trabalho, e pelo público que os acolheu em seus lares.
O ator ressaltou que “nosso elenco, equipe, roteiristas e equipe de produção se esforçaram pela inclusão, com inúmeras histórias projetadas para refletir a inclusão. As palavras de uma pessoa não exemplificam o pensamento de todos os envolvidos”. Ele ainda condenou as declarações veementemente, chamando-as de “repreensíveis e intoleráveis, contradizendo minhas crenças e minha visão de vida e sociedade”.
O pedido de desculpas de Roseanne Barr
Um dia após o cancelamento pela ABC, Roseanne Barr usou o Twitter para tentar explicar sua atitude, escrevendo que estava sob efeito de Ambien e que “foi longe demais e não quero que seja defendido”. Ela admitiu que “foi atroz e indefensável” e que “cometeu um erro que gostaria de não ter cometido”.
Apesar do pedido de desculpas, o impacto de suas palavras foi significativo, levando ao fim de um programa de sucesso e gerando um debate importante sobre responsabilidade e o poder das redes sociais. Michael Fishman reforçou a ideia de que o cancelamento foi uma consequência justa e necessária das ações de Barr.
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