CPI do Crime Organizado quebra sigilo bancário e fiscal do fundo Arleen, ligado a resort de Dias Toffoli
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado deu um passo significativo em suas investigações ao aprovar a quebra de sigilo bancário e fiscal do fundo Arleen.
Este fundo está sob escrutínio por ter adquirido parte do resort Tayayá, empreendimento com ligações familiares com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
A decisão da CPI visa aprofundar o entendimento sobre as transações financeiras e as conexões entre os envolvidos, buscando clareza sobre a origem e o destino dos recursos. Conforme informações divulgadas, a medida promete lançar luz sobre aspectos cruciais da operação.
Detalhes da operação e as conexões investigadas
O fundo Arleen, agora com seus sigilos bancário e fiscal quebrados pela CPI, possuía investimentos de Fabiano Zettel, que é cunhado de Daniel Vorcaro. Vorcaro é conhecido por ser o dono do Banco Master, outra instituição que tem sido objeto de investigação.
Em declarações anteriores, o ministro Dias Toffoli admitiu ser sócio, juntamente com seus irmãos, da empresa Maridt. Esta empresa, por sua vez, detinha participação no resort Tayayá. As cotas da Maridt no empreendimento teriam sido vendidas em 2021 para o fundo Arleen e, posteriormente, em 2025, para a empresa PHD Holding.
Posicionamento do ministro e desdobramentos no inqurito
O gabinete do ministro Dias Toffoli emitiu um comunicado na época, afirmando que ele não possuía conhecimento do gestor do fundo Arleen. Além disso, foi declarado que o ministro jamais teve qualquer relação de amizade, especialmente íntima, com Daniel Vorcaro, ou qualquer recebimento de valores de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.
Um desdobramento relevante ocorreu quando Toffoli deixou a relatoria do caso Master, no mesmo dia em que admitiu sua sociedade na Maridt. Anteriormente, a Polícia Federal havia informado ao presidente do STF, Edson Fachin, sobre a descoberta de menções ao ministro no celular de Daniel Vorcaro.
O ministro Dias Toffoli negou veementemente qualquer tipo de relação com o banqueiro, classificando as informações encontradas como “ilações”. Diante dos fatos, o ministro André Mendonça assumiu a condução do inquérito, dando seguimento às investigações da CPI.