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04/06/2026 09:35
Mulher de 37 anos presa por se passar por criança já aplicou golpes em 5 estados
A matéria destaca mulher de 37 anos é presa após se passar por criança em SC e revela histórico de golpes Uma mulher de 37 anos foi detida em Santa Catarina após confessar que se passou por uma adolescente de 12 anos.
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Mulher de 37 anos é presa após se passar por criança em SC e revela histórico de golpes

Uma mulher de 37 anos foi detida em Santa Catarina após confessar que se passou por uma adolescente de 12 anos. A suspeita, identificada como Ana Maria, já utilizou narrativas semelhantes em outros estados, enganando pessoas e instituições. Documentos judiciais indicam que ela chegou a ser acolhida por um pastor, que acreditava em sua história de vulnerabilidade.

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Segundo a Polícia Civil, Ana Maria é reincidente em golpes que exploram a fragilidade alheia. Ela possui registros de condutas similares em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Santa Catarina. Um dos episódios mais recentes ocorreu em Chapecó (SC), onde ela se apresentou em uma igreja como uma menina de 12 anos vítima de abusos, conforme informações divulgadas pela polícia.

Para sustentar sua falsa identidade e obter ajuda, a mulher apresentou uma certidão de nascimento de outra pessoa. Essa artimanha convenceu um pastor local, que a acolheu em sua residência. No entanto, membros da congregação levantaram suspeitas sobre a verdadeira idade da suposta adolescente, alertando o pastor sobre a possibilidade de um golpe. A situação culminou em uma ação penal por uso de documento de terceiros, que foi transferida para uma vara criminal comum após ela não ser localizada para citação pessoal.

Condenação anterior em Goiás por falsidade ideológica

Além do caso em Santa Catarina, Ana Maria já foi condenada em Goiás por falsidade ideológica. Em agosto de 2024, em Goiânia, ela procurou atendimento médico inicialmente com o nome de “Gabriele” e depois se identificou como “Melissa Vargas de Ávila”. Registrada como criança de 11 anos, ela foi encaminhada ao Hospital da Criança e do Adolescente para atendimento especializado.

A descoberta de sua verdadeira identidade ocorreu após troca de informações entre conselhos tutelares de Goiás e do Rio Grande do Sul. Uma fotografia enviada por um conselheiro goiano ao órgão gaúcho levou à identificação de uma reportagem que desmentia a existência da adolescente que Ana Maria alegava ser. A Justiça de Goiás a condenou a um ano de reclusão e dez dias-multa, pena posteriormente substituída por prestação pecuniária e mantida em segunda instância.

Investigação em Joinville e modus operandi

Atualmente, Ana Maria está presa em Santa Catarina e é investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Por aproximadamente 14 meses, ela viveu como filha adotiva de uma família em Joinville. A Polícia Civil aponta que seu modus operandi envolve o uso de histórias de abandono, abuso e vulnerabilidade para conquistar a confiança das vítimas e garantir acolhimento.

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