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05/06/2026 23:31
Ex-assistente de Epstein relata abusos e condição chocante para receber salário
A matéria destaca ex-assistente de Epstein detalha manipulação e abusos sexuaisSarah Kellen, que trabalhou por uma década para o financista Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, prestou um depoimento chocante ao Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos...
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Ex-assistente de Epstein detalha manipulação e abusos sexuais

Sarah Kellen, que trabalhou por uma década para o financista Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, prestou um depoimento chocante ao Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pelo TMZ, Kellen relatou ter sido vítima de intensos abusos sexuais, psicológicos e emocionais, que a levaram a um estado de completa manipulação e perda de sua percepção da realidade.

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A ex-assistente descreveu um processo gradual de controle por parte de Epstein, onde sua capacidade de distinguir seus próprios pensamentos dos dele foi suprimida. Kellen iniciou sua colaboração sem remuneração, temendo perder a estabilidade que lhe era oferecida, mesmo que isso significasse trabalhar em tempo integral em treinamentos, viagens e tarefas diversas para Epstein e Maxwell.

O primeiro pagamento de Sarah Kellen só ocorreu após um episódio de abuso sexual, conforme relatado por ela. Epstein teria ordenado que ela o preparasse um banho, se despisse e entrasse na banheira com ele. Após o ato, ele teria afirmado que o emprego era dela, mas que ela precisava mantê-lo, indicando uma clara condição para sua permanência e remuneração.

Abusos sexuais e controle contínuo

Kellen afirmou que os abusos ocorriam semanalmente e, em alguns casos, com violência. Mesmo após começar a receber um salário anual de cerca de US$ 25 mil, ela trabalhava sem folgas, sentindo que parte de seu pagamento era para tolerar estupros. Em uma das acusações mais graves, ela relatou ter sido estuprada e enforcada por Epstein em uma academia, com o volume da música aumentado para mascarar os sons.

O controle de Epstein persistiu mesmo durante seu período na prisão na Flórida. Kellen revelou que ele a contatava por videochamadas e exigia que ela se despisse diante da câmera. Ela vivia sob a constante lembrança do poder e influência de Epstein, temendo que qualquer desobediência pudesse custar não apenas seu emprego, mas também sua segurança pessoal.

Desmentido de colaboradora e sequelas psicológicas

Durante seu depoimento, Kellen também conheceu figuras públicas e líderes mundiais em viagens com Epstein, citando Fidel Castro, a princesa Beatrice, Bill Clinton, Ehud Barak e o sultão de Brunei. Ela contestou reportagens que a descrevem como uma das principais colaboradoras de Maxwell, classificando tais alegações como uma distorção grotesca da realidade, e se autodenominou uma “escrava contratada”. Ghislaine Maxwell, segundo Kellen, frequentemente a chamava de “escrava” e “serva”.

As consequências psicológicas do período sob o domínio de Epstein ainda afetam Sarah Kellen profundamente. Ela afirma conviver com depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático, lutando para diferenciar a realidade da manipulação imposta por ele.

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