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05/06/2026 06:01
Marjane Satrapi, criadora de “Persépolis”, morre aos 56 anos; família atribui morte à tristeza
A matéria destaca marjane Satrapi, autora de "Persépolis", morre aos 56 anos de idadeA aclamada autora franco-iraniana Marjane Satrapi faleceu nesta quinta-feira (4), aos 56 anos.
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Marjane Satrapi, autora de “Persépolis”, morre aos 56 anos de idade

A aclamada autora franco-iraniana Marjane Satrapi faleceu nesta quinta-feira (4), aos 56 anos. A notícia foi divulgada pela família em um comunicado à agência AFP, onde atribuíram o falecimento à “tristeza” pela perda de seu marido.

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“Marjane Satrapi morreu de tristeza pouco mais de um ano após a morte de Mattias Ripa, seu marido e o amor de sua vida”, declarou a família na nota. Nascida em Rasht, no Irã, em 1969, Satrapi se naturalizou francesa em 2006.

A artista ganhou fama mundial com “Persépolis”, obra em quadrinhos que narra sua infância em Teerã durante a Revolução Islâmica e sua posterior mudança para a Europa. A história aborda os impactos das restrições impostas pelo regime iraniano e sua experiência no exílio. O presidente francês, Emmanuel Macron, a descreveu como “uma grande artista que transformou sua infância iraniana em uma narrativa universal”.

Trajetória artística e ativismo

Satrapi também dirigiu a adaptação cinematográfica de “Persépolis” em 2007, ao lado de Vincent Paronnaud. O filme foi premiado em Cannes e indicado ao Oscar. Além da literatura e do cinema, a autora explorava a pintura como forma de expressão e bem-estar, chegando a afirmar que sua saúde mental dependia desse processo criativo.

Sua atuação política e defesa dos direitos humanos foram marcantes. Satrapi usava sua plataforma para denunciar abusos do regime iraniano e apoiar a liberdade e os direitos das mulheres. Em 2024, foi homenageada com o Prêmio Princesa das Astúrias de Comunicação e Humanidades.

Recusa à Legião de Honra e o amor por Mattias Ripa

No ano passado, Satrapi recusou a Legião de Honra, a mais alta honraria civil da França, criticando a política do país em relação aos vistos para dissidentes iranianos, que considerou hipócrita. Apesar da recusa, reafirmou seu profundo amor pela França.

Mattias Ripa, produtor, ator e roteirista sueco, foi seu marido e importante colaborador, auxiliando inclusive na tradução de “Persépolis”. Após a morte de Ripa em abril de 2025, Satrapi fundou a Fundação de Cinema Mattias e Marjane Ripa-Satrapi, voltada para estudantes estrangeiros de cinema em Paris. Seu perfil nas redes sociais passou a ser majoritariamente dedicado a homenagens ao companheiro.

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