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06/06/2026 15:02
Mulher de 37 anos que se passava por criança é presa após viver 14 meses com família em SC
A matéria destaca mulher de 37 anos é presa após se passar por criança e viver com família em SC O caso chocante de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, ganhou novos contornos com sua prisão em Joinville, Santa Catarina.
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Mulher de 37 anos é presa após se passar por criança e viver com família em SC

O caso chocante de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, ganhou novos contornos com sua prisão em Joinville, Santa Catarina. A suspeita foi detida nesta terça-feira (2) após viver por aproximadamente 14 meses como uma adolescente de 12 anos, sob o nome de “Gabriele”, na casa de uma família que a acolheu. A Polícia Civil informou que ela confessou o crime e está sendo investigada por estelionato e falsa identidade.

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Amanda Maria já possui um histórico de golpes semelhantes em diversos estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. A investigação aponta que ela se aproximou da família em Joinville através de uma igreja local, alegando ter fugido de maus-tratos no Pará. A comunidade religiosa a acolheu, oferecendo suporte financeiro e moradia.

Para manter o disfarce de adolescente, a mulher alegava ser portadora de transtorno do espectro autista e outras condições clínicas, justificando sua aparência adulta. Ela também afirmava ter sido forçada a usar hormônios na infância, o que teria causado as características físicas. A família acolhedora desenvolveu laços afetivos e a tratava como filha há mais de um ano. Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil.

Denúncias antigas e histórico médico

Em 2010, Amanda Maria já havia procurado a Polícia Civil do Ceará alegando ter 12 anos e denunciando seus pais por supostos abusos sexuais e rituais espirituais. Na época, ela relatou agressões graves e que era forçada pelo pai a ter relações sexuais com outros homens. Um exame de raio-X confirmou a presença de objetos como chaves e agulhas em seu corpo, que ela alegava terem sido inseridos durante um ritual.

Investigação policial na época levantou dúvidas

Yamara Alves Lavor Viana, que na época era delegada adjunta da Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza, relatou que a investigação policial não confirmou as alegações de Amanda Maria. Testemunhas e vizinhos descreveram os pais como cristãos e tranquilos, e os depoimentos eram divergentes do relato da suposta vítima. Os pais apresentaram uma certidão de nascimento que indicava que Amanda Maria tinha 22 anos em 2010, mas ela alegou que o documento foi falsificado.

Histórico de atendimentos de saúde mental

A polícia na época recebeu informações de que Amanda Maria teria passado por atendimentos em unidades de saúde mental, como o Hospital Mental de Messejana e o Hospital Mira y López, em Fortaleza, além do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Horizonte. Em setembro de 2023, ela deu entrada em um hospital em Florianópolis alegando dores abdominais e se passando por adolescente.

Defesa pede exame de sanidade mental

A defesa de Amanda Maria informou que encontrou indícios que sugerem a necessidade de um exame de sanidade mental. Os advogados aguardam a conclusão das perícias para definir os próximos passos do processo. A suspeita foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville.

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