Mulher é indiciada por estelionato após fingir ser adolescente e enganar família em Joinville (SC)
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito contra Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, suspeita de ter se passado por uma menina de 12 anos para obter abrigo e auxílio de uma família em Joinville. A mulher foi indiciada pelo crime de estelionato. A investigação foi encaminhada ao Poder Judiciário, que agora aguarda a análise do Ministério Público para decidir os próximos passos.
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Amanda foi presa após viver por 14 meses na casa de uma família, onde se apresentava como Gabriele, uma menina de 12 anos. Ela alegava ter sofrido abusos no Pará e ser autista, justificando sua aparência adulta com o uso de hormônios na infância. A família, comovida, a acolheu como filha. Após audiência de custódia, sua prisão foi convertida em preventiva.
As investigações apontam que este não é um caso isolado. Segundo a polícia, Amanda já se envolveu em situações semelhantes em outros estados brasileiros, utilizando diferentes nomes e se passando por criança ou adolescente. Os registros indicam o uso de identidades como Gabriele, Ana Clara, Maria Eduarda, Beatriz e Maria Clara, com casos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina.
Histórico de Falsas Identidades
O episódio mais antigo citado pelas autoridades ocorreu em Minas Gerais, onde Amanda teria se apresentado como Beatriz, de 13 anos, para obter acolhimento. Em junho de 2023, ela foi presa no Rio de Janeiro após enganar duas mulheres, que acreditaram em sua história de exploração sexual e lhe forneceram ajuda financeira estimada em R$ 2 mil.
Processos em Diversos Estados
Amanda já responde a processos por falsidade ideológica em diversas comarcas, incluindo Jundiaí (SP), Goiânia (GO), Florianópolis (SC) e Chapecó (SC). Em um caso anterior no Rio de Janeiro, ela chegou a ser presa por estelionato, falsidade ideológica e difamação, mas foi liberada.
Defesa Pede Exame de Sanidade Mental
O advogado de defesa de Amanda, Rafael Luiz Siewert, informou que solicitou um exame de sanidade mental para a investigada, pedido que foi acatado pela Justiça. A defesa aguarda a conclusão da perícia técnica para definir os próximos passos processuais e não comentará o mérito das acusações no momento.
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