Câmera de Rope Jump pode Reconstituir Acidente Fatal em Limeira
Uma câmera GoPro, que supostamente registrou os últimos momentos da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, pode ser a peça chave para desvendar as circunstâncias de sua morte em um salto de rope jump em Limeira, interior de São Paulo. Imagens obtidas pela polícia mostram a vítima portando o dispositivo no momento da queda, que resultou em óbito. No entanto, nem policiais militares nem bombeiros que atenderam a ocorrência conseguiram localizar o equipamento no local do acidente.
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A Polícia Civil busca recuperar as imagens da GoPro para entender a dinâmica exata do acidente. A gravação seria fundamental para analisar o último diálogo entre Maria Eduarda e os instrutores, além de verificar se houve orientações adequadas e cuidados prévios à prática. A delegada responsável pelo caso, Andrea Dantas Levy, informou que os seis detidos inicialmente desconheceram a localização do equipamento, mas três deles, instrutores, tiveram a prisão preventiva decretada por homicídio com dolo eventual.
Conforme apurado, os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra foram presos em flagrante. Eles respondem por negligenciar checagens primárias antes do salto, assumindo o risco de produzir a morte. A pena prevista varia de 6 a 30 anos. Os outros três envolvidos na operação foram liberados após depoimento. A polícia ainda não tem previsão para novas buscas pela câmera, conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles.
Testemunha Relata Funcionário Pegando a Câmera
Um coordenador pedagógico, que aguardava na fila para realizar o salto, afirmou ter visto um funcionário da empresa se aproximar de Maria Eduarda após a queda e retirar a câmera GoPro presa ao corpo dela. Segundo o relato, o ato ocorreu enquanto a jovem já estava no chão, após cair de aproximadamente 40 metros de altura.
A testemunha suspeita que o funcionário agiu para esconder provas ou por preocupação com o valor financeiro do equipamento. Ele também observou que os funcionários não demonstraram reação após o acidente e pareciam em estado de choque, o que poderia indicar desconhecimento do ocorrido ou tentativa de fuga. O coordenador relatou ter avisado um policial sobre a movimentação suspeita e a troca de roupas dos funcionários.
Instrutores Presos por Homicídio com Dolo Eventual
Os três instrutores envolvidos diretamente no salto de Maria Eduarda tiveram a prisão preventiva decretada. O juiz considerou o risco de fuga e a possibilidade de repetição de condutas perigosas. Eles foram autuados por homicídio com dolo eventual, respondendo pela morte da jovem por negligência e assunção de risco.
A empresa responsável pelo rope jump ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A investigação segue em andamento para coletar todas as provas necessárias e determinar as responsabilidades pelo trágico acidente que vitimou a jovem em Limeira.
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