Continua depois da publicidade

Foto de Da Redação

Da Redação

Matéria produzida por colaborador(a) da Nortistaz.

RESUMO
Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você
MOSTRAR RESUMO ▼
26/06/2026 23:02
Preso por morte em rope jump alega inocência e pede ajuda para encontrar câmera desaparecida
A matéria destaca suspeito em caso de morte em rope jump se defende em carta e apela por câmera perdida João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, preso na investigação da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump em Limeira (SP), negou...
Esta é uma ferramenta em desenvolvimento. A inteligência artificial pode cometer erros; toda a produção é baseada no conteúdo da matéria original.
[resumo_ia]

Suspeito em caso de morte em rope jump se defende em carta e apela por câmera perdida

João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, preso na investigação da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump em Limeira (SP), negou veementemente ter retirado a câmera GoPro que estava com a jovem após a queda. Em uma carta aberta divulgada por sua defesa, ele afirma não ter participação no desaparecimento do equipamento e solicita colaboração para que o dispositivo seja encontrado, argumentando que as imagens são cruciais para esclarecer os fatos. A Polícia Civil e o Ministério Público consideram a câmera um dos elementos centrais da investigação. A informação foi divulgada pelo g1.

Continua depois da publicidade

Na declaração, João Pivetta alega que trabalhava em um “bico” para a empresa “Entre Cordas”, atuando na base da ponte e responsável por soltar a corda para o retorno dos saltadores. Ao ouvir o impacto da queda de Maria Eduarda, ele afirma ter corrido para verificar o estado da vítima. Segundo sua versão, ele sentiu batimentos cardíacos e respiração, solicitando imediatamente via rádio que um colega bombeiro descesse para realizar massagem cardíaca.

O suspeito declarou ter permanecido no local auxiliando as equipes de resgate e reiterou sua inocência quanto à retirada da câmera. Ele faz um apelo à mídia e a testemunhas presentes para que colaborem na busca por imagens que possam identificar o paradeiro da GoPro, acreditando que sua localização é fundamental para a elucidação do caso. A defesa de Pivetta reforça que ele não participou da execução do salto, prestou socorro e tem interesse em encontrar o equipamento desaparecido.

Versão oficial diverge da apresentada pelo suspeito

Apesar das alegações de João Pivetta, o Ministério Público sustenta que ele teria se aproximado do corpo da vítima logo após a queda e retirado a GoPro, o que configuraria supressão de prova. A delegada responsável pelas investigações, Andréa Levy, informou ao g1 que, embora João tenha negado a acusação em depoimento, uma testemunha ocular relatou ter visto o suspeito pegar a câmera das mãos da jovem. Essa discrepância motivou a prisão temporária para apuração dos fatos.

Outras prisões e indiciamentos no caso

A prisão temporária de João Pivetta foi prorrogada por mais 30 dias. Além dele, Evelyne dos Santos Gonçalves e Gabriel Barros Martins também foram presos. Evelyne, apontada como organizadora da “Entre Cordas”, é investigada por apagar provas digitais ao excluir perfis da empresa nas redes sociais. Gabriel é investigado por ter deixado o local sem prestar esclarecimentos. Paralelamente, três instrutores que realizaram o salto de Maria Eduarda foram indiciados por homicídio com dolo eventual e permanecem presos preventivamente.

Defesas contestam indiciamento e pedem reclassificação do crime

As defesas dos envolvidos contestam o enquadramento legal adotado pela polícia. Advogados dos instrutores argumentam que o caso configura homicídio culposo, classificando a morte como “uma fatalidade inexplicável”. A defesa de João Pivetta reitera que ele não executou o salto, prestou socorro e busca a câmera desaparecida.

O caso ganhou notoriedade após novas imagens mostrarem o momento em que Maria Eduarda, de 21 anos, foi lançada da Ponte do Esqueleto sem a corda de segurança. Gritos de “Gente, a corda!” foram ouvidos no local, e os questionamentos sobre o equipamento se tornaram parte da investigação policial.

Carta na Íntegra:

“Declaração à imprensa:
Eu, João Antonio Pivetta, venho através dessa carta prestar a minha versão. Eu estava prestando um serviço (bico) para a empresa ‘Entre Cordas’ sem saber que a empresa era clandestina. Eu fiquei apenas na parte de baixo da ponte e eu apenas soltava a corda para a pessoa subir a pé. No momento do ocorrido eu estava soltando outro cliente quando ouvi o barulho e corri até a Maria Eduarda. Eu coloquei a mão no pescoço e vi que tinha batimento cardíaco e respiração então eu chamei ajuda no rádio: ‘Pede para o Felipe descer aqui para fazer massagem cardíaca pois ele é bombeiro’.
Depois da segunda vez que eu pedi o rádio, o Kaue desceu rápido no rapel e foi até a Maria Eduarda, eu não vi o que ele fez pois a enfermeira estava descendo, eu sinalizei o local. Muita gente desceu até o local nesse momento, Kaue, Maikon, Gustavinho, Felipe. Para a enfermeira fazer a massagem cardíaca, eu abri o mosquetão que ficava sobre o peito da Maria Eduarda na frente da enfermeira. Eu venho pedir a ajuda da mídia para investigar as imagens e descobrir onde está essa câmera, pois essa câmera vai esclarecer o que houve após o salto. Peço também a ajuda de quem estava na ponte no dia pois as gravações no dia podem ajudar a esclarecer os fatos.
Eu sou um pai comum que prestava serviço para complementar a renda para pagar as contas. Mais pessoas que estavam ajudando na ponte viram eu ajudando as viaturas e os resgates a chegarem no local, a desatolar a ambulância dos bombeiros. Peço a ajuda desses bombeiros para falar que eu fiquei no local ajudando as equipes de resgate. Peço a ajuda do policial que me liberou para ir embora no dia. Eu presto meus sentimentos à família da Maria Eduarda.
Eu sou apenas um trabalhador comum, apenas um pai pedindo a ajuda de vocês. Nomes que eu acredito ter levado a câmera para cima da ponte, Kaue, porque desceu muito rápido não sabia fazer massagem cardíaca e ficou sozinho com a Maria Eduarda. Gustavinho porque ele estava embaixo e Evelyne pediu para ele subir para a parte de cima da ponte por rádio.
Por favor ajudem a achar essa câmera. Como as reportagens disseram que mochilas foram levadas até os carros por outros membros da ‘Entre Cordas’, pode ser que a câmera esteja dentro de alguma mochila, dentro de algum carro, porém peço a ajuda de vocês. Sou apenas um ser humano comum que trabalha e tenta fazer uma renda a mais para pagar as contas e educar os filhos”.

Continua depois da publicidade

tags:

Veja também:

plugins premium WordPress