Sobrevivente venezuelana narra tensão e resgate sob escombros após terremotos
Os devastadores terremotos que assolaram a Venezuela deixaram um rastro de destruição, com mais de 1.400 mortos e milhares de feridos. Em meio à dor e à incerteza, histórias de superação emergem, como a de Carmen Graciela Mora, uma das sobreviventes que compartilhou sua experiência de desespero e esperança em entrevista ao “Fantástico”.
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Carmen estava em um apartamento no oitavo andar em La Guaira, onde morava temporariamente com sua mãe e uma amiga enquanto seu próprio apartamento passava por reformas. O tremor inicial foi seguido por outro, mais intenso, que fez o prédio desmoronar. “Eu percebi que o prédio estava desmoronando. Não sei depois de quanto tempo, tudo parou de tremer e ficou escuro, com muito pó. E eu disse: ‘Estou viva’”, relembrou a sobrevivente.
Após cinco horas presa entre os escombros, com ferimentos nos braços e pernas, Carmen ouviu vozes e começou a gritar por socorro. Uma senhora que procurava por um parente a escutou, mas foi um jovem desconhecido que se tornou seu “anjo da madrugada”. Ele se aproximou, ligou para familiares e garantiu que a ajuda viria.
O Resgate em Meio aos Escombros
O primo de Carmen, Jesús Alberto Mora, viajou de carro até La Guaira e, com a ajuda de atalhos e informações de locais, conseguiu chegar perto do local do desabamento. Ao mencionar o apelido “Chielita”, soube que sua prima estava presa.
Com a ajuda de voluntários, Jesús conseguiu ferramentas em uma loja de ferragens danificada e, com uma mangueira, iniciou os trabalhos de resgate. O dono da loja, apesar de abalado, não cobrou pelas ferramentas. Posteriormente, uma ambulância foi parada e Carmen pôde ser levada para um hospital em Caracas.
Consequências e Reflexões Pós-Terremoto
Enquanto Carmen se recupera, a amiga com quem dividia o apartamento não sobreviveu. Outros parentes também estão desaparecidos. A mãe de Carmen, que estava no bingo no momento dos sismos, escapou ilesa, em um paradoxo que a sobrevivente descreveu como um livramento inesperado.
Apesar das perdas e dos desafios, Carmen faz um apelo: “Sei que eles vão resistir até o último fio de respiração, não vão se entregar tão fácil. Mas é preciso que alguém os resgatem. É essa a mensagem que eu quero passar, que as equipes não deixem de procurar pelos sobreviventes. Ainda existe muita gente viva nos escombros”. A história de Carmen Graciela Mora é um testemunho da força humana em face da adversidade e um apelo por esperança em meio à tragédia.
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