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04/07/2026 15:33
Polícia: Organizadora de rope jump pediu para ‘sumir com a câmera’ após queda fatal
A matéria destaca organizadora de rope jump é indiciada por homicídio e fraude após morte de jovem A Polícia Civil de São Paulo concluiu que Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do evento de rope jump que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de...
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Organizadora de rope jump é indiciada por homicídio e fraude após morte de jovem

A Polícia Civil de São Paulo concluiu que Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do evento de rope jump que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, teria orientado um funcionário a localizar e “sumir com a câmera” presa ao braço da vítima logo após o acidente. As informações constam no segundo inquérito do caso, que também indiciou a investigada por homicídio qualificado com dolo eventual e fraude processual.

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Maria Eduarda morreu em 13 de junho após ser lançada da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), de uma altura de cerca de 40 metros, sem estar conectada ao sistema de segurança da atividade. A câmera corporal, que registrava o salto em primeira pessoa, desapareceu e não foi localizada até o momento, sendo considerada pela polícia uma das principais provas para esclarecer o ocorrido. A empresa responsável pela atividade, Entre Cordas, não possuía autorização para operar no local.

Segundo o relatório policial, Evelyne era a responsável pela organização geral da operação, incluindo logística, cadastro de participantes e divulgação da empresa. Embora não executasse os saltos diretamente, os investigadores entendem que ela tinha o dever de garantir a segurança do evento. Conforme depoimento de um funcionário, Evelyne demonstrou preocupação com a câmera antes mesmo do resgate e pediu que o vídeo fosse apagado, solicitação que foi recusada pelo funcionário, que priorizou o socorro à vítima. A defesa de Evelyne afirma discordar do indiciamento.

Preocupação com a câmera e o vídeo

De acordo com o depoimento de Luís Gustavo de Oliveira, integrante do grupo há cerca de um ano, Evelyne demonstrou preocupação com a câmera antes mesmo do início do resgate. Segundo ele, a organizadora pediu que o equipamento fosse localizado e afirmou que seria necessário apagar o vídeo gravado. O funcionário relatou ter recusado a solicitação, alegando que sua prioridade era prestar socorro à vítima.

Ainda conforme o depoimento, ao retornar para a parte superior da ponte, Evelyne voltou a perguntar sobre a câmera e determinou que equipamentos utilizados na atividade fossem retirados do local e colocados em um veículo. O funcionário afirmou que essa orientação foi cumprida. A câmera utilizada por Maria Eduarda registrava toda a experiência do salto e é considerada peça-chave para a investigação.

Fraude processual e desativação de perfis

O relatório também aponta que a investigada demonstrava preocupação em desativar os perfis da empresa nas redes sociais logo após a tragédia, circunstância que fundamentou o indiciamento por fraude processual. Durante a perícia, os policiais constataram que o equipamento de gravação já não estava preso ao corpo da jovem.

Outros investigados e falta de autorização

Inicialmente, o instrutor João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva chegou a ser preso sob suspeita de retirar a câmera da vítima, mas a polícia afastou essa hipótese por incompatibilidade física com as testemunhas. O relatório passou a apontar outros integrantes do grupo como investigados por possível ocultação da câmera, mas sem indiciamento por falta de provas suficientes até o momento.

A empresa Entre Cordas, responsável pela atividade, não possuía autorização para realizar saltos na Ponte do Esqueleto, que pertence ao patrimônio da União. A Justiça considerou relevante o fato de alguns integrantes da equipe terem tentado deixar o local após o acidente, o que poderia indicar risco de obstrução das investigações.

Posição da defesa

Em depoimento, Evelyne afirmou que permaneceu na parte superior da ponte durante toda a atividade e que, ao ouvir os gritos após a queda, orientou os integrantes com capacidade técnica a iniciarem o atendimento à vítima. Representada pelo advogado Maurício Marchiori, a investigada informou que recebeu a conclusão do inquérito com respeito, mas discorda do indiciamento. A defesa afirma que apresentará suas teses no momento oportuno.

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